terça-feira, 26 de junho de 2012

But I know I'll see your face again

Para: O cara inconsequente que insiste em ser incrível.

The Drugs Don't Work by The Verve on Grooveshark


Tenho vontade de te salvar.

Te salvar de você mesmo, desses dias que te engolem.
Fazer pra você andar em cima um caminho de tijolos amarelos para que nunca se perca.
Queria trazer sol para os seus dias, só para levar essa nuvem que te cobre embora.

Queria te mostrar para todo o mundo e te levar para longe. Encher sua cabeça das coisas mais bobas que alguém possa inventar, assim você pensaria menos.

Queria que a vida fosse mais colorida e menos triste e que sua maior viagem fosse em um avião para aquele país que um dia fizemos planos de ir.

Queria que você tivesse mais motivos para fazer a coisa certa e que pensasse mais no amanhã ou que segurasse minha mão antes de pular.

Queria prender teus pés no chão, mas jamais te impedir de voar.

Queria que a brisa que batesse em você fosse a do mar.

Queria que você desenhasse mais no papel e menos na pele.

Queria saber que posso acordar pela manhã sem o medo de você não estar mais lá.

Queria que você se importasse.



- Jessy McLovin

segunda-feira, 25 de junho de 2012

extra pillow.


porque somos um pseudo-casal. 

Somos cúmplices. Dividimos uma cama de solteiro, a conta do bar e histórias. Gostamos de cachecóis, filmes do Tarantino, tatuagens e Coldplay. Enquanto eu cozinho, você escolhe alguma música pra escutarmos – e às vezes, acaba escolhendo aquela música que eu tenho tatuado – e seu frango empanado é melhor que o da Palmirinha.
Ouvimos Metallica e Lana del Rey (sem vergonha) e quando estamos bêbados (ou apenas felizes demais) cantamos algum sertanejo. Dançamos na cozinha, no bar e rolamos pela cama de solteiro. Você é o melhor nos dardos e eu a melhor no twister. Brigamos e muito, e sabemos que sem brigas não teria graça.
Nossas próprias piadas, nossas manias e nossa rotina, que nunca é chata. Nossos maços de cigarros, nossas risadas que são únicas e as histórias que você conta que sempre são engraçadas ou com um final muito doido.  Meu falatório que ou te irrita ou te faz morrer de rir. O modo como cuidamos um do outro quando a gripe ataca, como nos abraçamos e ah... Como nos beijamos. Tudo é único. Somos únicos, arianos, eu santista e você são paulino.
Seu cabelo (lindo, é claro) que sempre sofre quando invento de fazer uma trança, meus cílios que você ama, suas costas bonitas e minhas pernas bonitas. Sua barba ruiva e meu cabelo enorme.
Você não finge gostar de alguma coisa só porque eu gosto, e eu não finjo interesse quando você passa horas e horas vendo lutas anteriores do UFC.  Madrugadas em claro conversando sobre as coisas mais íntimas de nossas vidas, a força que você me deu quando minha vó foi operada e o apoio que te dei quando você quis mudar de país.
Gosto da sua polo cinza e de como as cores combinam com você. Você gosta quando uso salto e da minha camiseta verde da Marvel, que eu nunca vou usar porque é verde.  Gosto da sua família e das suas cachorras, você gosta da minha família e do meu primo de 4 anos que acredita que é o batman (ou babão, no inglês dele). Tudo funciona muito bem entre nós, na cama, na cozinha e até comendo sushi com você me ensinando a usar aqueles palitinhos.
Temos medo de fantasmas, principalmente depois de ver “Atividade Paranormal 3” no cinema e ficarmos sozinhos no apartamento. Você não tem medo de bicho algum, eu por outro lado, faço escândalo quando vejo uma barata. (Em um apocalipse zumbi você seria o herói).
Somos insuportáveis, teimosos e preguiçosos, mas sabemos ouvir e ajudar, sempre. Nossas conversas sobre filmes, seriados e música (confesso que adoro quando você me elogia dizendo que entendo muito de cinema e música , mas você entende mais de Game of Thrones do que eu).
A maneira como você me apresentou para todos seus amigos, a maneira como você segura minha mão e como se preocupa com minha saúde.  Não falamos sobre política, mas temos a mesma opinião.  Eu não sei andar de bicicleta e você não sabe nadar. Bebemos muito, comemos muito e odiamos acordar cedo.  E falamos ‘eu te amo’ em situações inusitadas, choramos (eu mais, é claro), dormimos abraçados e acordamos com os cabelos em pé. Mesmos sonhos e planos. Terça-feira é o nosso dia predileto da semana, assim como lasanha está para comida predileta e cerveja para bebida predileta.
O final de semana mais bonito na cidade que dá pra ver o mar mediterrâneo, a última manhã de 2011 deitados no sofá, assistindo “O Chamado”. O primeiro eu te amo de 2012, primeiro beijo e primeiro sorriso.
E continuamos juntos, mesmo enfrentando um oceano de distancia. Amar é isso, é sentir saudade e ao mesmo tempo sentir a presença um do outro, é chorar lendo uma declaração via facebook, é falar eu te amo todas as noites baixinho pro travesseiro extra que está na nossa cama de solteiro.
Amamos o que somos e o que temos. Somos únicos, cúmplices e existimos.

p.s. GIGANTESCO da narradora:
“Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano... Isso são só referenciais. Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca. Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera. (...)Você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome(...).
O Jabor escreveu uma crônica sobre nós (sem pedir, obviamente).

Estou feliz, sorrindo banguela pra todo mundo. E esperando você com meu vestido de leopardos (que pra mim, continuam sendo dinossauros), com as pernocas de fora e com cerveja na geladeira. 

We can do anything,
Priii (sim, eu voltei).









terça-feira, 19 de junho de 2012

Forever Analisando

Era uma vez um... 
Um lugarzinho no meio do nada, com sabor de chocolate e... oh wait! Não era assim que eu ia começar...
AAAANNNYYWWAYYYYY



Bad Moon Risin' by Creedence Clearwater Revival on Grooveshark



Esse até que é um assunto batido, mas não custa nada falar de novo, já que esse infeliz está sempre por perto.

Não só eu, como pessoas que conheço tem o mesmo questionamento...


O que é essa necessidade de ter uma pessoa contigo o tempo todo?
Sei que não é de proposito, afinal a gente já nasce com esse botão preso no automático.

É até feio sair sozinho por ai. Ir no cinema all by yourself então é o mesmo que você dizer que é um adorador do coiso ruim.
Mas por que?

Porque oficialmente, segundo as leis da sociedade (essa bela biscate), você não pode estar sozinho. Pois estar sozinho é sinônimo de...



Porque não, você não está sozinho por opção e sim porque o mundo te despreza. 
Mas poxa vida, não cansa quando chega o fim de semana e o seu tio vem perguntar: 

- IUSNAMORADU? JÁARRUMÔALGUM? 


Se você responde não, com certeza em algum momento daquele dia vai se arrepender de ter nascido.


A pressão de ter uma companhia vem de todos os lados. Família, amigos, trabalho... sob o seguinte argumento: 'Você precisa aproveitar a vida'
É possível aproveitar a vida com um playstation ou com os mesmos amigos de sempre.
Mas se você fizer tudo isso sem um par romântico perde a validade?

Na época da minha avó, pegar na mão da pessoa já era considerado desonra. Então como ela conseguiu sobreviver tantos anos antes de se casar?  
Porque se eu bem me lembro ninguém nunca morreu de foreveralonismo.
A ideia é: Esteja em um relacionamento, bom ou ruim. 

É obvio que é bacana ter uma companhia, ninguém nunca disse que não era. Pra falar besteiras, dividir segredos, jogar videogame junto e andar pela cidade. Mas isso também não é uma obrigação. 
Não é feio fazer as coisas sozinho, não é pecado.

Ok, não estou certa por esperar que o Doc Who apareça na minha porta de madrugada me chamando para uma de suas aventuras, mas também não está certo quem pensa que para achar uma boa companhia tem que sair pegando a sapucaí inteira como teste.

Então a menos que você seja a pessoa ideal que alguém esta procurando ou como diz a Zooey "Piece of thepuzzleyou're my missing part", não vejo porque encher o saco dos outros.


Enrolei tanto que acabei por não falar o que queria.
Eu realmente acho que se sentir solitário é natural e raiva do amor alheio em publico também é (por amor eu digo uma pegação muito bizonha e por público eu digo o trem/metro).
Não é o fim do mundo querer alguém e não achar, mas também não é o verdadeiro apocalipse zumbi querer ficar sozinho.
Porque existe um Grand Canyon entre sozinho e solitário.


Os tios sempre serão os mesmos chatos, isso não dá pra mudar. A sociedade... blah!
E se você é um foreveralone, pelo menos espero que seja um...





P.S da autora:
Mas pelo amor de Deus, não façam como ela!



- Jessy McAlone
DIGO!! Jessy McLovin

créditos do tema para a Carol Bizzi

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Na parede da memória essa lembrança é o quadro que dói mais

A gente cresce sem saber o que é o amor incondicional. Dizem que ele só vem quando se tem um filho.

Só vemos aquele amor dos filmes, onde pessoas se gostam, ficam juntas e vivem felizes para sempre.

Mas o que é gostar de alguém a ponto de passar por cima de tudo e todos? A ponto de desistir de fortuna, mansões, fama, amores e conforto, tudo em nome daquela pessoa? (Isso é uma suposição ok? Porque nem sou rica, minha casa só tem 2 quartos, não sou famosa, não tenho nenhum macho pra chamar de meu e a coisa mais confortável que tenho é o puff da minha sala!)

Amor incondicional se autodefine, você se sente completo quando o sente e sente que tudo vale a pena, mesmo quando nada mais vale. É um amor tão grande que você tem medo de contar para o mundo e sentirem inveja dele e de algum modo tirar aquilo de você. Amor que marca seu coração, sua pele, sua vida.

Tem gente que ama gente. Tem gente que ama bicho. Tem gente que ama coisas. Tem gente que ama lugares.

Sou daquele tipo de gente que ama gente, mas também amo coisas. Tem dia que ouço músicas que me fazem lembrar de gente que amo e dos lugares para onde fomos. Dos dias que passamos juntos e que nada mais importava.

O amor verdadeiro aumenta a cada dia e você nem precisa se esforçar pra isso acontecer. Ele vem junto com a amizade, com a felicidade, com o conforto e o bem-estar, porque só de estar perto daquela pessoa tudo se faz mais simples. A vida deixa de ser complicada, mesmo que por um curto período de tempo.

Pena que as vezes a gente cresce, ganha emprego, perde tempo, se perde no caminho, se perde nas horas, se perde nos dias, tem vontade de voltar, mas ai lembra que tem outro lugar pra estar, se separa de quem não pode e se une a quem não devo, apena como um jeito de levar a vida.


Sinto saudade de acordar cedo e encontrar meus irmãos em casa. Sinto saudade de quando dava 17h00 e sentava no sofá só para ficar com a minha irmã enquanto ela assistia 'Malhação' (na época em que ainda era legal). Sinto falta de ouvir a música de abertura do Thundercats na época da reprise vinda da sala porque era a hora que meus irmãos acordavam para ir para o trabalho.
Sinto saudade de ser acordada pela mãe todas as manhãs com um copo de vitamina.
Sinto falta da minha melhor amiga morando comigo e me fazendo companhia.
Mas a gente cresce e a vida muda e faz de tudo para se adaptar e sempre achamos um tempinho pra fazer uma maratona de Back To The Future.



















Texto para a minha irmã, que cresceu, virou adulta  e me ensinou a verdade sobre o amor incondicional na forma de uma pessoinha, enquanto eu continuo criança

- Jessy McLovin

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Errata aos nossos dias de glória

Texto pessoal e intransferível.

Para: O cara daltônico que gosta de Bob Dylan
Looking' Out My Back Door by Creedence Clearwater Revival on Grooveshark



Por inúmeras vezes jurei pra mim mesma não escrever sobre você. E é o que tenho feito por muito tempo. 
Você pode até não ter saído da minha cabeça, quando me pego distraída lembrando dos nossos dias, mas não escrever sobre tudo isso torna a coisa toda menos real, como um sonho distante e turvo.

A verdade é que, apesar de tudo você não foi esquecível e acho que nunca será. (Essa frase em especial já escrevi pelo menos 20 vezes antes de aparecer aqui.)

Por muitas vezes sinto saudade do tempo em que te via sempre e as noites eram regadas de random talk, simplesmente pelo fato de que nos dávamos bem.

Ontem e anteontem lembrei de você, depois de muito tempo sem a sua imagem cruzar minha mente. Eu estava no trabalho, no backstage do show do Bob Dylan, um lugar onde quase ninguém tem permissão de ir e ele passou na minha frente e parou pra tomar um café, usando aquela toquinha de prache. Na hora peguei o celular pra te ligar e te contar o que estava acontecendo e como estava feliz com tudo aquilo, mas ai lembrei que não nos falamos mais. Primeiro por sua culpa, segundo por minha culpa (mas acredite, eu tive um bom motivo).
E quando os portões se abriram para o publico entrar e eu estava no meu lugar, encontrei tantas pessoas conhecidas e você não estava no meio delas, mas por algum motivo senti que você estava sentado lá, assistindo ao mesmo show que eu.

Tivemos dias bons até onde consigo lembrar e nunca esqueço a primeira vez que falei com você e das musicas que ouvimos. 
Mas também não dá pra esquecer a parte ruim. Afinal, acho que a vida não é vida se não tiver um lado ruim, desse jeito as partes boas valem muito mais a pena.



Depois de você Bob Dylan virou trila sonora mental e marca registrada dos dias que se passaram.
Acho que sempre vou sentir sua falta e das noites ao som de gaitas, mas essa é uma das coisas que já me acostumei a conviver. A sua não presença que sempre se fez presente.



Então até um dia Dylan boy, quando as desventuras não nos rodearem mais, as circunstancias foram favoráveis e o vento soprar para o lado certo.
Jessy McLovin.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Everyday Is Like Sunday

Texto da Carolina Bizzi 


Prefiro eu ser pessimista e me surpreender vez em quando a ser otimista e me frustrar todo o tempo. O corpo procura remédio para a alma em formato de cápsulas baratas e a alma encontra descanso num efeito placebo. Tudo volta pior no dia seguinte. Mais um dia, mais uma memória pra aumentar o histórico incongruente.
Não sinto muito por tudo isso. Sinto por tudo que ainda me faço passar. Passo por cima das minhas intenções e realizo as querências daquilo que é resto do que não congelou. Talvez eu ainda sinta algo, da mesma forma que alguém ainda sente que o errado é o correto e troca o certo pelo duvidoso.

Imaginando o inimaginável e inalcançável do pobre obscuro atordoado. Indecifrável e sempre alheio. Me mantem à deriva, aguardando por qualquer suspiro de existência ou de boa nova.
De vez em quando a cúpula de gelo responsável por bombear o sangue frio cospe coisas agradáveis às vistas, numa tentativa exacerbada de não explodir para todos os lados com seu conteúdo indecifrado. Quem sabe assim ela, a bomba, possa se fazer compreendida e não ser uma forasteira em terras recém-descobertas inapropriadamente.

Meu eu não o quis. A alma implorou por um meio sorriso. E não me surpreende tudo ter durado uma fração de segundo aos cansados olhos humanos. A cúpula gelada não enxerga (nem sente). A mente vivifica e remoe.

Tudo é encaminhado ao mesmo sistema automático. Acordar, esquecer, prosseguir. 

domingo, 4 de março de 2012

quite right too

- My love for them was too much not to care.



Como eu poderia imaginar que minha vida mudaria tanto se você não me deu nenhum sinal de que permaneceria nela? 
Sempre com pressa. 
Sempre rindo das possibilidades. 
Sempre outro lugar onde precisava estar. 


Por tantas vezes me salvou do impossível, me manteve viva quando tudo parecia perdido. 
Ao seu lado deixei de ter medo da morte, pois passei a me sentir viva. 



Percebi o quão pequeno o mundo era no dia em que você me mostrou o modo como vivia.
Eu soube no primeiro instante que jamais seria a mesma. Não sem você ao meu lado. 
Por mais que a vida me chamasse de volta a aqueles dias que um dia vivi, jamais abriria mão daquilo que construímos.




Por muitas vezes tentei te ensinar a dançar, para celebramos mais um dia de alegria. Mas com a sua falta de jeito as lições nunca chegaram muito longe. 
Cantamos, rimos, sonhamos juntos, contamos histórias e fizemos história. 
Um mundo infinito de possibilidades. 

Onde e quando não importava, desde que estivéssemos juntos.


Deixar tudo para trás nem foi difícil, pois você vinha logo a frente. E felicidade se tornou uma palavra real. 
Não sei dizer quanto tempo ficamos juntos, pois para mim não passou de um minuto. 
Acho que a eternidade teve seu significado diminuído diante a minha vontade de permanecer com você.



Mas uma força maior nos separou. 
Estou em um lugar onde você não pode chegar. E não sei mais por onde você anda. 
Ainda sonho com sua voz me chamando ao seu encontro. Ainda que para um ultima despedida. 
E o choro se tornou um amigo próximo. 

A vida sem você não tem graça. É só uma sequencia de fatos irrelevantes. 
Dos mundos que você me mostrou só restaram a memoria e a sombra da felicidade daqueles dias. 
Hoje já não sou mais a mesma. Não aquela do começo que todos conheciam. 
Sou como você me viu pela ultima vez. Fiz questão de não mudar para se um dia você passar por mim, conseguir me reconhecer. 
Mas não se demore. Pois agora a eternidade parece impossível. E o impossível sem você é realmente impossível. 
Estou no mesmo lugar, vivendo a mesma vida. 
Você sabe onde estou. 
Irei te esperar até o tempo dizer que não posso mais. E ainda assim vou lutar contra ele e esperar mais um pouco. 
Mesmo com a tristeza me acompanhando para onde quer que vá, sinto que você está comigo.






P.S. da autora: Esse é um texto em homenagem ao episodio 14 da 2ª temporada do Doctor Who, "Doomsday"
He burned up a sun just to say good bye.
- Jessy McLovin

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

A culpa é da Beyoncé

Desde muito jovem entrei para o mundo de Nick Hornby. 

Pra quem não conhece Nick Hornby é esse cara aqui...........................
Tem uma história de vida muito bacana, autor de muitos livros legais como About a Boy, que virou filme com o título em português: Um Grande Garoto


Aahhhhh me perdi no assunto. Mas pra facilitar, quem quiser saber mais sobre, a Wikipédia é bem rica sobre a vida dele.
Enfim...
O que Nick Hornby tem a ver com o que vim falar aqui? Simples! Ele é autor do meu livro favorito entre todos, que acabou virando filme e consequentemente meu filme favorito entre todos (tirando as sequências é claro, porque ai fico dividida entre Star Wars, Back To The Future, Indiana Jones e por ai vai...)

High Fidelity é uma estória extremamente musical (não é um musical, só tem muitas referencias de musica) sobre a vida, relacionamentos, conflitos internos e mais um monte de coisa... Sem contar que tem o Jack Black cantando Marvin Gaye.
E uma frase em especial de Rob Gordon sempre me chamou a atenção:

- What came first, the music or the misery? 
People worry about kids playing with guns, or watching violent videos, that some sort of culture of violence will take them over. Nobody worries about kids listening to thousands, literally thousands of songs about heartbreak, rejection, pain, misery and loss. 
Did I listen to pop music because I was miserable? Or was I miserable because I listened to pop music?

Traduzindo...
- O que veio primeiro, a música ou a miséria? 
Pessoas se preocupam com crianças brincando com armas, ou assistindo vídeos violentos, que algum tipo de cultura da violência vai levá-los mais. Ninguém se preocupa com crianças escutando milhares,literalmente milhares de canções sobre desilusões, rejeição, dor, miséria e perda. 
Eu escutava música pop porque era infeliz? Ou eu era infeliz porque escutava música pop?


Agora vem o meu questionamento: Música pop realmente nos torna infeliz?
E a resposta é: Sim! E a culpa é toda da Beyoncé!

Claro, não só dela, mas da Katy Perry também e de algumas outras.
E isso é muito simples.

Beyoncé fatura 35 milhões de dólares por ano, tem um corpo que nem a infeliz da Afrodite provavelmente tinha, é casada com Jay-Z que fatura 37 milhões de dólares por ano, é um dos rappers mais influentes da atualidade, praticamente até o papa quer fazer parceria com ele pra lançar um single e por ai vai... e tudo isso como? Cantando sobre coração partido, sobre o que ela faria se fosse um homem, porque homens não entendem as coisas e blablabla. 
Mas como ela pode saber de tudo isso tendo essa vida tão perfeita? Simples!
Porque do outro lado do rádio tem um bando de fodidas ouvindo as músicas e pensando aos prantos: "Ela me entende!"
Bom minhas caras... sinto em dizer... mas ela não entende porcaria nenhuma! 

Bridget Jones sim nos entende. A vida dela é um caos. Quando está triste come, quando está feliz bebe, canta super desafinada, tem poucos amigos, só se dá mal quando tenta se dar bem. E depois de muito tempo e muito sofrimento mesmo é que ela fica com cara. 
Um triste retrato da realidade. 

Porque convenhamos, se os homens acham que é assim que ficamos quanto estamos tristes... 

Sinto muito estragar a alegria de vocês, porque na realidade é mais ou menos assim ó: 


Quando eu era mais jovem queria ser igual a Avril Lavigne. Cheguei até a pintar as unhas como ela. Mas eu não era LYMDA, LOYRA E RYCA. Eu só era uma adolescente com o cabelo feio, sem um puto no bolso
e sofrendo por gostar de quem nem sabia que eu existia.
Mas ai eu ouvia as músicas dela e pensava: Poxa, ela passa pelas mesmas coisas que eu.
Só depois eu descobri que não era bem assim e o que ela cantava valia pra metade da nação adolescente.
Porque é isso o que vale não é?
Fazer música que serve pra qualquer um e todos? Vender tanto cd a ponto de fazer igual a vovó do frajola?

É como diz a música (de uma banda que eu não gosto, mas a ideia é legal):

" E se eu bombar meu site na internet você vai me amar.
Vou tocar no teu rádio até você cansar. E na TV vou estar, serei teu vício

E eu já choro até e se não tiver letra é só cantar yeah yeah
Se faltar conteúdo, vai sobrar mulher. Sou inútil, mas não sou um qualquer.Você vai querer estar comigo" 


O mundo da música é very tricky. Se você não se cuidar quando menos perceber já terá sofrido uma lavagem cerebral. 
As pessoas pensam que não, mas a coisa é séria. O tal do "Ai se eu te pego" é igual o T-Vírus, ele entra em você e não sai mais. Quando vê já esta arrumando a casa e cantarolando a música desse infeliz.

Porque a música querendo ou não faz parte de nós.
Por exemplo: Quando eu estou triste e tal, costumo ouvir Jaymay

A letra de 'Gray or Blue' é sensacional. Mas como todo artista, Jaymay escreveu essa música pra alguém e frases como: "You haven't written to me in a week, I'm wondering why that is. Are you too nervous to be lovers. Friendships ruined with just one kiss", não fazem muito sentido, porque não tem ninguém que não me escreve há uma semana e que eu me lembre não fiquei com nenhum amigo pra estragar uma amizade. Então por que eu me identifico tanto com essa música? 
Ué, sei lá. Essa é a graça de ouvir música, ela acaba fazendo parte de você mesmo sem um porque, mesmo sem fazer sentido ou se conectar com a sua vida.


Mas ainda não falei da parte mais perigosa de todas. 
Aquele momento estranho quando você ouve uma música e automaticamente lembra de alguém. E lembra que essa pessoa ferrou com a sua vida um dia, ai lembra o porque você não ouvia mais aquela música e lembra porque odeia a pessoa e se pergunta por que papai noel não te deu aquela bazuca de natal...

Deixar alguém entrar no seu mundo musical é algo muito sério. Principalmente se entrar na sua lista de favoritos. 
Um dia você vai mexer nos seus discos, cds, arquivos de mp3 e vai ter vontade de queimar tudo, porque aquelas músicas te lembram alguém.
Eu poderia citar uma lista enormes de musicas que foram estragadas pra mim.
Mas vou ficar só com alguns clássicos (e todo mundo sabe que não se pode arruinar clássicos):

- Bob Dylan - The Man In Me
The Man in Me by Bob Dylan on Grooveshark

- The Beatles - Here Comes The Sun (vou deixar essa versão bonitinha do Belle And Sebastian porque eu simplesmente não consigo ouvir mais Beatles, nem de brincadeirinha. Não importa qual música seja)
Here Comes the Sun by Belle and Sebastian on Grooveshark

- Keane - Crystal Ball (veja bem, brincaram com Keane e isso não se faz)
Crystal Ball by Keane on Grooveshark

- Janis Joplin - Me And Bobby McGee
Me And Bobby McGee (Album Version) by Janis Joplin on Grooveshark

Para não citar várias do Oasis, outras do Bob Dylan, praticamente todas do Rooney, algumas do Jet e por ai vai...


Então meus caros, xinguem minha mãe, batam no meu cachorro, engravidem minha melhor amiga, andem de mãos dadas na minha frente, façam um filme juntos, se peguem no Big Brother Brasil, façam um musical da Broadway ou uma participação no Glee, eu não importo. Só porque favor, deixem minhas músicas em paz.
Grata,
Jessy McLovin

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

No Ceiling

Suck It And See by Arctic Monkeys on Grooveshark- Abençoados sejam os esquecidospois tiram 
maior proveito dos equívocos .





Eu gosto de imaginar que você está dentro dos carros parados quando atravesso a rua, ou dentro de alguma loja quando paro em frente a uma vitrine.

Gosto de imaginar que sorrateiramente você olha meu perfil nas redes sociais só para ver como estão os meus dias ou que você pergunta de mim para as pessoas em comum que conhecemos. 

Tenho essa mania feia de não te tirar da cabeça. De seguir seus passos na rua mesmo não tendo vestígio deles.
Como querer visitar todo dia quem mora à 10 mil quilômetros de distancia. Inútil e cansativo.
É só um desejo bobo de quem sonha com dias que ficaram no passado.

Até chego a pensar se foi realmente bom ter te conhecido ou seria melhor nem ter cruzado o seu caminho.
Antes as coisas eram até mais fáceis. Como ir ao centro da cidade sem preocupações. Agora ando atenta para as pessoas tentando ver se você está no meio delas.

Eu sinto falta até daqueles dias em que colocava uma roupa bonita porque eu sabia que você iria olhar e tinha a certeza que de te veria aquele dia.

Dizer isso tudo agora parece a maior bobagem do mundo. 
Bobagens sentimentais que ninguém quer ouvir, que as vezes nem eu quero ouvir.
Mas naqueles dias em que perco a fé na vida e as músicas no rádio já não tem nenhuma mensagem para me passar, os programas da TV já não tem tanta graça e a comida já não é tão gostosa como costumava ser, só te queria por perto para dizer que tudo vai ficar bem.


Tem dias que quero jogar vídeo game com você, mesmo não gostando de jogar de dois ou ver aquele filme pela milionésima vez, porque nós sabemos que ele nunca vai perder a graça.
Até nos imaginei tomando sorvete juntos, mas aqueles do mercado mesmo, porque nunca tínhamos dinheiro sobrando para comprar aqueles caros da sorveteria.


Sempre que anunciam um show muito legal, me pergunto se você vai também porque temos um gosto incrivelmente parecido e me pergunto quem será a sua acompanhante, porque meus acompanhantes serão sempre aqueles amigos que nunca me deixaram.
Mas acho que eles já cansaram de ouvir o tanto que ainda falo de você. As vezes até eu me canso de tanto pensar em você.


Então, por hoje, por agora, te deixo dentro da minha cabeça guardadinho naquele lugar de sempre. Onde você ainda é o mesmo, mesmo eu sendo diferente.




- @JessyMcLovin

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

1 + 1 = 2 anos



Há 2 anos atrás nascia um blog bobo onde só reclamávamos das desventuras que nos aconteciam.
Quem diria que ele um dia seria muito maior que essas bobagens...
Hoje ele é parte de nós, de nossos corações, pensamentos e mais puros sentimentos.
Fala de quem passou por nossas vidas, quem ainda está nelas e a esperança daqueles que estão por chegar.
De quem partiu nossos corações e poluiu nossas mentes.
Das músicas que ouvimos ao lugares que vamos, um mix de vocês e nós. Tudo nessa casinha querida que sempre cuidamos para receber todos bem.
Afinal... são vocês que mantem essas paredes em pé.




Feliz aniversário para nós e obrigada a cada um de vocês...

Layla Braga, Lylyan Alvarenga, Danila Moreira, Marcia Rodrigues, Danielle Azevedo, Marcilene Frisleben, Lena Rozas, Wandrey Queiróz, Leticia Robles, Regiane Quaresma da Silva, Mariana Pereira, Daiana Cristina, Mara Vaneide Marques, Bruna Salatiel, Thalisa Pedrao, Rafael Da Silva Miranda, Lenynha Duarty, Vitória Hanauer, Olga Abril Martin,  Juliana Zupa Teodoro, Gabriele Hanauer, Paula Caetano, Tatiana Calazans, Samyra Calipo,  Liz Vizioli, Loreny Sousa, Andrea Berriel, Fabiane Rodrigues Fleck, Leandro Sylvestre, Gustavo Lamounier de Campos, Talita da Silva, Fabíola Vergamini, Lucas Perssinotto, Carina Gregorio, Ariane Moraes, Karolz Gomes, Flávio Santos, Veridiana Lucena, Robinson Bastos , Jaqueline Onisto, Nina Rocha, Kessi Almeida, Nathy Cayres, Mara Vaneide, Leona Vilas Boa, Emely Karolyne, Loreny, Leo, Gabriele Babele, Flammes, MyrellaNeris, CamilaMasil, Ana, Cecilia Vione, Fellipe., Polly, Aline Oliveira, Priscila Baptista, bruna, IsabelaConsorte, Mr. Blue, gvp153, bruna, Anderson Dias, sapao318, Barbara Vicente, Ester L., Cleiton, Anderson Lopes, Siga Vlogs, João Arruda, Antonieta Fernanda Palhares, ana paula silva caetano, chuke friedmann e Gabii Grana.


E um obrigada especial as nossas colaboradoras...
Naira Gondim, Carol Bizzi, Sandrine Faria, Beatriz Paz e Rah Lovesit

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

biscoitos grinch

Dizem que a solidão é subestimada...








Viu???? Não estou mentindo. Dizem isso mesmo!









Don't Shoot Me Santa by The Killers on GroovesharkMas de certa forma eu sou obrigada a concordar. Eu particularmente culpo a industria fonográfica por isso.
Todas aquelas músicas sobre amor, a bichisse toda de casal, companheiros, até sobre amizade verdadeira...
Você ouve tudo aquilo e pensa: "Puta que pariu, por que isso não acontece comigo?"
Bom, eu acho que essa resposta é até simples, porque isso não acontece com ninguém.
Ao menos não acontece comigo. Com você acontece?
Ai você ouve aquela outra sobre como o mundo não presta e como ninguém nunca vai te amar e blábláblá e pensa: "Tá vendo só?! Eu tinha razão!!!"
Enfim...




Existe uma diferença grande entre ser sozinho e ser solitário.
Por exemplo: Você pode curtir muito uma noite no cinema all by myseeeeeeeelf... mas também pode ser a pessoa mais solitária no mundo inteiro bem no meio daquele churrasco de família + amigos + agregados + respectivos +farofa + gente que você não conhece + música ruim (e raramente música boa).


Solidão é chegar a meia-noite, os fogos começarem a explodir colorindo o céu, os primeiros segundos de um novo ano cheio de promessas e você não ter a quem abraçar.
Sozinho é você estar pouco se importante com tudo isso e só sair correndo pra geladeira para abrir a primeira cerveja do ano enquanto um bando de pessoas ficam bebendo aquela gosma com bolhas que eles chamam de champanhe no meio da rua.



E tudo isso me leva a pergunta... quem foi que jogou um voodoo em cima do final do ano e das festividades do mesmo. Sabe de qual época estou falando?
Isso! Aquele um pouco antes do Natal até o Ano Novo.

Sou a favor do bom velhinho que carrega aquele saco enorme de presentes. Ele sempre nos dá o que pedimos, só que ao contrário.

Mas é engraçado o sentimento de um pequeno vazio que envolve os últimos dias do ano.
É aquela sensação de que mais um ano acabou e nem 7% do que planejou realmente aconteceu como estava na porcaria do plano. Seja um namoro, um emprego, uma aquisição...

É um sentimento natural. (eu acho, porque se não for tenho sérios problemas psicológicos)

Sem contar que...
Não são nem 6 horas da manhã e você ouve aquela barulheira justo no seu dia de folga, ai você levanta com aquela cara mais feia que o Darth Maul para descobrir o que é aquela falação que te acordou bem no melhor sono matinal. É ai que você descobre que é a sua família preparando o almoço de Natal e como se não bastasse você também descobre que seus tios lá de "Bem-Vindos a Puta que Pariu" vem para esse almoço e também vão ficar para o jantar.
Então você tem que preparar o seu melhor sorriso de plástico para receber a família inteira que por incrível que pareça não apertam suas bochechas como nos filmes, mas na verdade só dizem como você cresceu e mal lembram o seu nome.
E você automaticamente está proibido de ir para qualquer outro lugar que não seja da cozinha para a sala, porque tem que colocar a conversa em dia com a família.
Então meninas, caprichem no rouge e meninos, prestem atenção nas gravatas que o dia vai ser longo.




Mas o que tudo isso tem a ver com alguma coisa?
Sei lá! Eu não fiz esse voodoo, só sou mais uma vitima dele.

Papai Noel seu infeliz. Esse ano vamos ter uma conversinha ok!?!
Beijinhos Jessy (tenha medo bom velhinho, tenha muito medo.!)