- I had this guy leave me a voice mail at work, so I called him at home and then he e-mailed me to my Blackberry and so I texted to his cell and then he e-mailed me to my home account and the whole thing just got out of control.
And I miss the days when you had one phone number and one answering machine. And that one answering machine has one cassette tape. And that one cassette tape either had a message from a guy or it didn't. And now you just have to go around checking all these different portals just to get rejected by seven different technologies. It's exhausting.

- Mary from "He's Just Not That Into You"

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Na parede da memória essa lembrança é o quadro que dói mais

A gente cresce sem saber o que é o amor incondicional. Dizem que ele só vem quando se tem um filho.
Mas por tantas vezes tive a prova do contrario, que ele vem sim antes dos filhos.


Só vemos aquele amor dos filmes, onde pessoas se gostam, ficam juntas e vivem felizes para sempre.


Mas o que é gostar de alguém a ponto de passar por cima de tudo e todos? A ponto de desistir de fortuna, mansões, fama, amores e conforto, tudo em nome daquela pessoa? (Isso é uma suposição ok? Porque nem sou rica, minha casa só tem 2 quartos, não sou famosa, não tenho nenhum macho pra chamar de meu e a coisa mais confortável que tenho é o puff da minha sala!)


Amor incondicional se autodefine, você se sente completo quando o sente e sente que tudo vale a pena, mesmo quando nada mais vale. É um amor tão grande que você tem medo de contar para o mundo e sentirem inveja dele e de algum modo tirar aquilo de você. Amor que marca seu coração, sua pele, sua vida.


Tem gente que ama gente. Tem gente que ama bicho. Tem gente que ama coisas. Tem gente que ama lugares.


Sou daquele tipo de gente que ama gente, mas também amo coisas. Tem dia que ouço músicas que me fazem lembrar de gente que amo e dos lugares para onde fomos. Dos dias que passamos juntos e que nada mais importava.


O amor verdadeiro aumenta a cada dia e você nem precisa se esforçar pra isso acontecer. Ele vem junto com a amizade, com a felicidade, com o conforto e o bem-estar, porque só de estar perto daquela pessoa tudo se faz mais simples. A vida deixa de ser complicada, mesmo que por um curto período de tempo.


Pena que as vezes a gente cresce, ganha emprego, perde tempo, se perde no caminho, se perde nas horas, se perde nos dias, tem vontade de voltar, mas ai lembra que tem outro lugar pra estar, se separa de quem não pode e se une a quem não devo, apena como um jeito de levar a vida.




Sinto saudade de acordar cedo e encontrar meus irmãos em casa. Sinto saudade de quando dava 17h00 e sentava no sofá só para ficar com a minha irmã enquanto ela assistia 'Malhação' (na época em que ainda era legal). Sinto falta de ouvir a música de abertura do Thundercats na época da reprise vinda da sala porque era a hora que meus irmãos acordavam para ir para o trabalho.
Sinto saudade de ser acordada pela mãe todas as manhãs com um copo de vitamina.
Sinto falta da minha melhor amiga morando comigo e me fazendo companhia.
Mas a gente cresce e a vida muda e faz de tudo para se adaptar e sempre achamos um tempinho pra fazer uma maratona de Back To The Future.




















Texto para a minha irmã, que cresceu, virou adulta  e me ensinou a verdade sobre o amor incondicional na forma de uma pessoinha, enquanto eu continuo criança


- Jessy McLovin

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Errata aos nossos dias de glória

Texto pessoal e intransferível.


Para: O cara daltônico que gosta de Bob Dylan
Looking' Out My Back Door by Creedence Clearwater Revival on Grooveshark





Por inúmeras vezes jurei pra mim mesma não escrever sobre você. E é o que tenho feito por muito tempo. 
Você pode até não ter saído da minha cabeça, quando me pego distraída lembrando dos nossos dias, mas não escrever sobre tudo isso torna a coisa toda menos real, como um sonho distante e turvo.


A verdade é que, apesar de tudo você não foi esquecível e acho que nunca será. (Essa frase em especial já escrevi pelo menos 20 vezes antes de aparecer aqui.)


Por muitas vezes sinto saudade do tempo em que te via sempre e as noites eram regadas de random talk, simplesmente pelo fato de que nos dávamos bem. Era uma amizade na medida.


Ontem e anteontem lembrei de você, depois de muito tempo sem a sua imagem cruzar minha mente. Eu estava no trabalho, no backstage do show do Bob Dylan, um lugar onde quase ninguém tem permissão de ir e ele passou na minha frente e parou pra tomar um café, usando aquela toquinha de prache. Na hora peguei o celular pra te ligar e te contar o que estava acontecendo e como estava feliz com tudo aquilo, mas ai lembrei que não nos falamos mais. Primeiro por sua culpa, segundo por minha culpa (mas acredite, eu tive um bom motivo).
E quando os portões se abriram para o publico entrar e eu estava no meu lugar, encontrei tantas pessoas conhecidas e você não estava no meio delas, mas por algum motivo senti que você estava sentado lá, assistindo ao mesmo show que eu.


Tivemos dias bons até onde consigo lembrar e nunca esqueço a primeira vez que falei com você e das musicas que ouvimos. 
Mas também não dá pra esquecer a parte ruim. Afinal, acho que a vida não é vida se não tiver um lado ruim, desse jeito as partes boas valem muito mais a pena.


Depois de você Bob Dylan virou trila sonora mental e marca registrada dos dias que se passaram.
Acho que sempre vou sentir sua falta e das noites ao som de gaitas. Mas essa é uma das coisas que já me acostumei a conviver, a sua não presença que sempre se fez presente.


Então até um dia Dylan boy, quando as desventuras não nos rodearem mais, as circunstancias foram favoráveis e o vento soprar para o lado certo.


terça-feira, 27 de março de 2012

Plastic Message

Uma pessoa muito talentosa resolveu dar as caras finalmente. Mas ela não é qualquer uma. É a Carol Bizzi, uma colaboradora do blog, que ocasionalmente aparece aqui no blog com seus textos nada convencionais.

Ela tem seus textos publicados há um bom tempo, mas nunca teve coragem de mostrar pra ninguém, até ontem. Depois de respirar fundo e soltar a franga ela liberou para o mundo um pouquinho do seu próprio mundo. E aqui estou eu abrindo uma janela para o blog dela, já que as portas ficaram fechadas por tanto tempo que acabaram emperrando.





Enjoy it, mas sejam bonzinho.
Cheers, Jessy McLovin

segunda-feira, 26 de março de 2012

The Radio That Rocked


Olá leitores. 
Vim aqui rapidinho só pra falar do meu novo blog que nasceu hoje:

http://TheRadioThatRocked.blogspot.com

É um blog meio revoltado (mas só um pouquinho tá!), que vai falar especialmente sobre música. Ele existe porque eu não aguento mais sofrer calada no transito de São Paulo e como a nova moda é: 'Não sofra calado, coloque seu sofrimento na internet.' aqui estou eu. Já chego dando voadora com os dois pés. Espero que gostem, pois vocês logo vão descobrir que eu posso até não escrever muito bem, mas reclamo que é uma beleza.

Ele vai conter dicas de álbuns, musicas avulsas, até uns filminhos as vezes e muita, muita critica. E o Decepção continua aqui LYMDO, LOYRO, RYCO e VYTAMYNADO!

Enjoy, Jessy McLovin.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Everyday Is Like Sunday

Prefiro eu ser pessimista e me surpreender vez em quando a ser otimista e me frustrar todo o tempo. O corpo procura remédio para a alma em formato de cápsulas baratas e a alma encontra descanso num efeito placebo. Tudo volta pior no dia seguinte. Mais um dia, mais uma memória pra aumentar o histórico incongruente.
Não sinto muito por tudo isso. Sinto por tudo que ainda me faço passar. Passo por cima das minhas intenções e realizo as querências daquilo que é resto do que não congelou. Talvez eu ainda sinta algo, da mesma forma que alguém ainda sente que o errado é o correto e troca o certo pelo duvidoso.

Imaginando o inimaginável e inalcançável do pobre obscuro atordoado. Indecifrável e sempre alheio. Me mantem à deriva, aguardando por qualquer suspiro de existência ou de boa nova.
De vez em quando a cúpula de gelo responsável por bombear o sangue frio cospe coisas agradáveis às vistas, numa tentativa exacerbada de não explodir para todos os lados com seu conteúdo indecifrado. Quem sabe assim ela, a bomba, possa se fazer compreendida e não ser uma forasteira em terras recém-descobertas inapropriadamente.

Meu eu não o quis. A alma implorou por um meio sorriso. E não me surpreende tudo ter durado uma fração de segundo aos cansados olhos humanos. A cúpula gelada não enxerga (nem sente). A mente vivifica e remoe.

Tudo é encaminhado ao mesmo sistema automático. Acordar, esquecer, prosseguir. 




- Carolina Bizzi

domingo, 4 de março de 2012

quite right too

- My love for them was too much not to care.







Como eu poderia imaginar que minha vida mudaria tanto se você não me deu nenhum sinal de que permaneceria nela?

Sempre com pressa. Sempre rindo das possibilidades. Sempre outro lugar onde precisava estar.


Por tantas vezes me salvou do impossível, me manteve viva quando tudo parecia perdido. 
Ao seu lado deixei de ter medo da morte, pois passei a me sentir viva. Percebi o quão pequeno o mundo era no dia em que você me mostrou o modo como vivia. 
Eu soube no primeiro instante que jamais seria a mesma. Não sem você ao meu lado. 
Por mais que a vida me chamasse de volta a aqueles dias que um dia vivi, jamais abriria mão daquilo que construímos. 




Por muitas vezes tentei te ensinar a dançar, para celebramos mais um dia de alegria. Mas com a sua falta de jeito as lições nunca chegaram muito longe.
Cantamos, rimos, sonhamos juntos, contamos histórias e fizemos história. 
Um mundo infinito de possibilidades. Onde e quando não importava, desde que estivéssemos juntos.



Deixar tudo para trás nem foi difícil, pois você vinha logo a frente. E felicidade se tornou uma palavra 
real.Não sei dizer quanto tempo ficamos juntos, pois para mim não passou de um minuto. Acho que a eternidade teve seu significado diminuído diante a minha vontade de permanecer com você.






Mas uma força maior nos separou. Estou em um lugar onde você não pode chegar. E não sei mais por onde você anda. 
Ainda sonho com sua voz me chamando ao seu encontro. Ainda que para um ultima despedida. 
E o choro se tornou um amigo próximo. A vida sem você não tem graça. É só uma sequencia de fatos irrelevantes. 
Dos mundos que você me mostrou só restaram a memoria e a sombra da felicidade daqueles dias.
Hoje já não sou mais a mesma. Não aquela do começo que todos conheciam. Sou como você me viu pela ultima vez. Fiz questão de não mudar para se um dia você passar por mim, conseguir me reconhecer. Mas não se demore. Pois agora a eternidade parece impossível.
E o impossível sem você é realmente impossível.


Estou no mesmo lugar, vivendo a mesma vida. Você sabe onde estou. Irei te esperar até o tempo dizer que não posso mais. E ainda assim vou lutar contra ele e esperar mais um pouco. 
Mesmo com a tristeza me acompanhando para onde quer que vá, sinto que você está comigo.


Estou aqui.






P.S. da autora: Esse é um texto em homenagem ao episodio 14 da 2ª temporada do Doctor Who, "Doomsday"
He burned up a sun just to say good bye.
- Jessy McLovin

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

A culpa é da Beyoncé

Desde muito jovem entrei para o mundo de Nick Hornby. 


Pra quem não conhece Nick Hornby é esse cara aqui...........................
Tem uma história de vida muito bacana, autor de muitos livros legais como About a Boy, que virou filme com o título em português: Um Grande Garoto



Aahhhhh me perdi no assunto. Mas pra facilitar, quem quiser saber mais sobre, a Wikipédia é bem rica sobre a vida dele.
Enfim...
O que Nick Hornby tem a ver com o que vim falar aqui? Simples! Ele é autor do meu livro favorito entre todos, que acabou virando filme e consequentemente meu filme favorito entre todos (tirando as sequências é claro, porque ai fico dividida entre Star Wars, Back To The Future, Indiana Jones e por ai vai...)

High Fidelity é uma estória extremamente musical (não é um musical, só tem muitas referencias de musica) sobre a vida, relacionamentos, conflitos internos e mais um monte de coisa... Sem contar que tem o Jack Black cantando Marvin Gaye.
E uma frase em especial de Rob Gordon sempre me chamou a atenção:


- What came first, the music or the misery? 
People worry about kids playing with guns, or watching violent videos, that some sort of culture of violence will take them over. Nobody worries about kids listening to thousands, literally thousands of songs about heartbreak, rejection, pain, misery and loss. 
Did I listen to pop music because I was miserable? Or was I miserable because I listened to pop music?


Traduzindo...
- O que veio primeiro, a música ou a miséria? 
Pessoas se preocupam com crianças brincando com armas, ou assistindo vídeos violentos, que algum tipo de cultura da violência vai levá-los mais. Ninguém se preocupa com crianças escutando milhares,literalmente milhares de canções sobre desilusões, rejeição, dor, miséria e perda. 
Eu escutava música pop porque era infeliz? Ou eu era infeliz porque escutava música pop?


Agora vem o meu questionamento: Música pop realmente nos torna infeliz?
E a resposta é: Sim! E a culpa é toda da Beyoncé!

Claro, não só dela, mas da Katy Perry também e de algumas outras.
E isso é muito simples.

Beyoncé fatura 35 milhões de dólares por ano, tem um corpo que nem a infeliz da Afrodite provavelmente tinha, é casada com Jay-Z que fatura 37 milhões de dólares por ano, é um dos rappers mais influentes da atualidade, praticamente até o papa quer fazer parceria com ele pra lançar um single e por ai vai... e tudo isso como? Cantando sobre coração partido, sobre o que ela faria se fosse um homem, porque homens não entendem as coisas e blablabla. 
Mas como ela pode saber de tudo isso tendo essa vida tão perfeita? Simples!
Porque do outro lado do rádio tem um bando de fodidas ouvindo as músicas e pensando aos prantos: "Ela me entende!"
Bom minhas caras... sinto em dizer... mas ela não entende porcaria nenhuma! 

Bridget Jones sim nos entende. A vida dela é um caos. Quando está triste come, quando está feliz bebe, canta super desafinada, tem poucos amigos, só se dá mal quando tenta se dar bem. E depois de muito tempo e muito sofrimento mesmo é que ela fica com cara. 
Um triste retrato da realidade. 

Porque convenhamos, se os homens acham que é assim que ficamos quanto estamos tristes... 

Sinto muito estragar a alegria de vocês, porque na realidade é mais ou menos assim ó: 


Quando eu era mais jovem queria ser igual a Avril Lavigne. Cheguei até a pintar as unhas como ela. Mas eu não era LYMDA, LOYRA E RYCA. Eu só era uma adolescente com o cabelo feio, sem um puto no bolso
e sofrendo por gostar de quem nem sabia que eu existia.
Mas ai eu ouvia as músicas dela e pensava: Poxa, ela passa pelas mesmas coisas que eu.
Só depois eu descobri que não era bem assim e o que ela cantava valia pra metade da nação adolescente.
Porque é isso o que vale não é?
Fazer música que serve pra qualquer um e todos? Vender tanto cd a ponto de fazer igual a vovó do frajola?
E como diz a música (de uma banda que eu não gosto, mas a ideia é legal):
" E se eu bombar meu site na internet você vai me amar.
Vou tocar no teu rádio até você cansar. E na TV vou estar, serei teu vício

E eu já choro até e se não tiver letra é só cantar yeah yeah
Se faltar conteúdo, vai sobrar mulher. Sou inútil, mas não sou um qualquer.Você vai querer estar comigo" 


O mundo da música é very tricky. Se você não se cuidar quando menos perceber já terá sofrido uma lavagem cerebral. 
As pessoas pensam que não, mas a coisa é séria. O tal do "Ai se eu te pego" é igual o T-Vírus, ele entra em você e não sai mais. Quando vê já esta arrumando a casa e cantarolando a música desse infeliz.


Porque a música querendo ou não faz parte de nós.
Por exemplo: Quando eu estou triste e tal, costumo ouvir Jaymay

A letra de 'Gray or Blue' é sensacional. Mas como todo artista, Jaymay escreveu essa música pra alguém e frases como: "You haven't written to me in a week, I'm wondering why that is. Are you too nervous to be lovers. Friendships ruined with just one kiss", não fazem muito sentido, porque não tem ninguém que não me escreve há uma semana e que eu me lembre não fiquei com nenhum amigo pra estragar uma amizade. Então por que eu me identifico tanto com essa música? 
Ué, sei lá. Essa é a graça de ouvir música, ela acaba fazendo parte de você mesmo sem um porque, mesmo sem fazer sentido ou se conectar com a sua vida.


Mas ainda não falei da parte mais perigosa de todas. 
Aquele momento estranho quando você ouve uma música e automaticamente lembra de alguém. E lembra que essa pessoa ferrou com a sua vida um dia, ai lembra o porque você não ouvia mais aquela música e lembra porque odeia a pessoa e se pergunta por que papai noel não te deu aquela bazuca de natal...

Deixar alguém entrar no seu mundo musical é algo muito sério. Principalmente se entrar na sua lista de favoritos. 
Um dia você vai mexer nos seus discos, cds, arquivos de mp3 e vai ter vontade de queimar tudo, porque aquelas músicas te lembram alguém.
Eu poderia citar uma lista enormes de musicas que foram estragadas pra mim.
Mas vou ficar só com alguns clássicos (e todo mundo sabe que não se pode arruinar clássicos):

- Bob Dylan - The Man In Me
The Man in Me by Bob Dylan on Grooveshark


- The Beatles - Here Comes The Sun (vou deixar essa versão bonitinha do Belle And Sebastian porque eu simplesmente não consigo ouvir mais Beatles, nem de brincadeirinha. Não importa qual música seja)
Here Comes the Sun by Belle and Sebastian on Grooveshark


- Keane - Crystal Ball (veja bem, brincaram com Keane e isso não se faz)
Crystal Ball by Keane on Grooveshark


- Janis Joplin - Me And Bobby McGee
Me And Bobby McGee (Album Version) by Janis Joplin on Grooveshark


Para não citar várias do Oasis, outras do Bob Dylan, praticamente todas do Rooney, algumas do Jet e por ai vai...




Então meus caros, xinguem minha mãe, batam no meu cachorro, engravidem minha melhor amiga, andem de mãos dadas na minha frente, façam um filme juntos, se peguem no Big Brother Brasil, façam um musical da Broadway ou uma participação no Glee, eu não importo. Só porque favor, deixem minhas músicas em paz.
Grata,
Jessy McLovin

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

No Ceiling

Suck It And See by Arctic Monkeys on Grooveshark- Abençoados sejam os esquecidospois tiram 
maior proveito dos equívocos .





Eu gosto de imaginar que você está dentro dos carros parados quando atravesso a rua, ou dentro de alguma loja quando paro em frente a uma vitrine.

Gosto de imaginar que sorrateiramente você olha meu perfil nas redes sociais só para ver como estão os meus dias ou que você pergunta de mim para as pessoas em comum que conhecemos. 

Tenho essa mania feia de não te tirar da cabeça. De seguir seus passos na rua mesmo não tendo vestígio deles.
Como querer visitar todo dia quem mora à 10 mil quilômetros de distancia. Inútil e cansativo.
É só um desejo bobo de quem sonha com dias que ficaram no passado.

Até chego a pensar se foi realmente bom ter te conhecido ou seria melhor nem ter cruzado o seu caminho.
Antes as coisas eram até mais fáceis. Como ir ao centro da cidade sem preocupações. Agora ando atenta para as pessoas tentando ver se você está no meio delas.

Eu sinto falta até daqueles dias em que colocava uma roupa bonita porque eu sabia que você iria olhar e tinha a certeza que de te veria aquele dia.

Dizer isso tudo agora parece a maior bobagem do mundo. 
Bobagens sentimentais que ninguém quer ouvir, que as vezes nem eu quero ouvir.
Mas naqueles dias em que perco a fé na vida e as músicas no rádio já não tem nenhuma mensagem para me passar, os programas da TV já não tem tanta graça e a comida já não é tão gostosa como costumava ser, só te queria por perto para dizer que tudo vai ficar bem.


Tem dias que quero jogar vídeo game com você, mesmo não gostando de jogar de dois ou ver aquele filme pela milionésima vez, porque nós sabemos que ele nunca vai perder a graça.
Até nos imaginei tomando sorvete juntos, mas aqueles do mercado mesmo, porque nunca tínhamos dinheiro sobrando para comprar aqueles caros da sorveteria.


Sempre que anunciam um show muito legal, me pergunto se você vai também porque temos um gosto incrivelmente parecido e me pergunto quem será a sua acompanhante, porque meus acompanhantes serão sempre aqueles amigos que nunca me deixaram.
Mas acho que eles já cansaram de ouvir o tanto que ainda falo de você. As vezes até eu me canso de tanto pensar em você.


Então, por hoje, por agora, te deixo dentro da minha cabeça guardadinho naquele lugar de sempre. Onde você ainda é o mesmo, mesmo eu sendo diferente.




- @JessyMcLovin

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

1 + 1 = 2 anos



Há 2 anos atrás nascia um blog bobo onde só reclamávamos das desventuras que nos aconteciam.
Quem diria que ele um dia seria muito maior que essas bobagens...
Hoje ele é parte de nós, de nossos corações, pensamentos e mais puros sentimentos.
Fala de quem passou por nossas vidas, quem ainda está nelas e a esperança daqueles que estão por chegar.
De quem partiu nossos corações e poluiu nossas mentes.
Das músicas que ouvimos ao lugares que vamos, um mix de vocês e nós. Tudo nessa casinha querida que sempre cuidamos para receber todos bem.
Afinal... são vocês que mantem essas paredes em pé.




Feliz aniversário para nós e obrigada a cada um de vocês...

Layla Braga, Lylyan Alvarenga, Danila Moreira, Marcia Rodrigues, Danielle Azevedo, Marcilene Frisleben, Lena Rozas, Wandrey Queiróz, Leticia Robles, Regiane Quaresma da Silva, Mariana Pereira, Daiana Cristina, Mara Vaneide Marques, Bruna Salatiel, Thalisa Pedrao, Rafael Da Silva Miranda, Lenynha Duarty, Vitória Hanauer, Olga Abril Martin,  Juliana Zupa Teodoro, Gabriele Hanauer, Paula Caetano, Tatiana Calazans, Samyra Calipo,  Liz Vizioli, Loreny Sousa, Andrea Berriel, Fabiane Rodrigues Fleck, Leandro Sylvestre, Gustavo Lamounier de Campos, Talita da Silva, Fabíola Vergamini, Lucas Perssinotto, Carina Gregorio, Ariane Moraes, Karolz Gomes, Flávio Santos, Veridiana Lucena, Robinson Bastos , Jaqueline Onisto, Nina Rocha, Kessi Almeida, Nathy Cayres, Mara Vaneide, Leona Vilas Boa, Emely Karolyne, Loreny, Leo, Gabriele Babele, Flammes, MyrellaNeris, CamilaMasil, Ana, Cecilia Vione, Fellipe., Polly, Aline Oliveira, Priscila Baptista, bruna, IsabelaConsorte, Mr. Blue, gvp153, bruna, Anderson Dias, sapao318, Barbara Vicente, Ester L., Cleiton, Anderson Lopes, Siga Vlogs, João Arruda, Antonieta Fernanda Palhares, ana paula silva caetano, chuke friedmann e Gabii Grana.


E um obrigada especial as nossas colaboradoras...
Naira Gondim, Carol Bizzi, Sandrine Faria, Beatriz Paz e Rah Lovesit

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

biscoitos grinch

Dizem que a solidão é subestimada...
















Viu???? Não estou mentindo. Dizem isso mesmo!


Don't Shoot Me Santa by The Killers on Grooveshark






Mas de certa forma eu sou obrigada a concordar. Eu particularmente culpo a industria fonográfica por isso.
Todas aquelas músicas sobre amor, a bichisse toda de casal, companheiros, até sobre amizade verdadeira...
Você ouve tudo aquilo e pensa: "Puta que pariu, por que isso não acontece comigo?"
Bom, eu acho que essa resposta é até simples, porque isso não acontece com ninguém.
Ao menos não acontece comigo. Com você acontece?
Ai você ouve aquela outra sobre como o mundo não presta e como ninguém nunca vai te amar e blábláblá e pensa: "Tá vendo só?! Eu tinha razão!!!"
Enfim...


Existe uma diferença grande entre ser sozinho e ser solitário.
Por exemplo: Você pode curtir muito uma noite no cinema all by myseeeeeeeelf... mas também pode ser a pessoa mais solitária no mundo inteiro bem no meio daquele churrasco de família + amigos + agregados + respectivos +farofa + gente que você não conhece + música ruim (e raramente música boa).




Solidão é chegar a meia-noite, os fogos começarem a explodir colorindo o céu, os primeiros segundos de um novo ano cheio de promessas e você não ter a quem abraçar.
Sozinho é você estar pouco se importante com tudo isso e só sair correndo pra geladeira para abrir a primeira cerveja do ano enquanto um bando de pessoas ficam bebendo aquela gosma com bolhas que eles chamam de champanhe no meio da rua.






E tudo isso me leva a pergunta... quem foi que jogou um voodoo em cima do final do ano e das festividades do mesmo. Sabe de qual época estou falando?
Isso! Aquele um pouco antes do Natal até o Ano Novo.


Sou a favor do bom velhinho que carrega aquele saco enorme de presentes. Ele sempre nos dá o que pedimos, só que ao contrário.


Mas é engraçado o sentimento de um pequeno vazio que envolve os últimos dias do ano.
É aquela sensação de que mais um ano acabou e nem 7% do que planejou realmente aconteceu como estava na porcaria do plano. Seja um namoro, um emprego, uma aquisição...


É um sentimento natural. (eu acho, porque se não for tenho sérios problemas psicológicos)


Sem contar que...
Não são nem 6 horas da manhã e você ouve aquela barulheira justo no seu dia de folga, ai você levanta com aquela cara mais feia que o Darth Maul para descobrir o que é aquela falação que te acordou bem no melhor sono matinal. É ai que você descobre que é a sua família preparando o almoço de Natal e como se não bastasse você também descobre que seus tios lá de "Bem-Vindos a Puta que Pariu" vem para esse almoço e também vão ficar para o jantar.
Então você tem que preparar o seu melhor sorriso de plástico para receber a família inteira que por incrível que pareça não apertam suas bochechas como nos filmes, mas na verdade só dizem como você cresceu e mal lembram o seu nome.
E você automaticamente está proibido de ir para qualquer outro lugar que não seja da cozinha para a sala, porque tem que colocar a conversa em dia com a família.
Então meninas, caprichem no rouge e meninos, prestem atenção nas gravatas que o dia vai ser longo.







Mas o que tudo isso tem a ver com alguma coisa?
Sei lá! Eu não fiz esse voodoo, só sou mais uma vitima dele.


Papai Noel seu infeliz. Esse ano vamos ter uma conversinha ok!?!
Beijinhosss Jessy (tenha medo bom velhinho!)

terça-feira, 29 de novembro de 2011

In The Morning


In the Morning by The Coral on Grooveshark Você nunca sabe a força que tem… 
Até que a sua única alternativa é ser forte


- Eu quero ir a praia.
- Eu não tenho tempo pra isso. Praia é coisa de quem não tem o que fazer e isso eu tenho de sobra.
- Estamos em um hotel na praia e você não quer me levar, nem me deixar ir.
- Me denuncia!
- Eu não estou pedindo pra você me dar um carro novo. Só quero ir a praia.
- Problema seu!


Ela estava muito exausta de tudo aquilo. Aquelas cenas que eram totalmente atípicas para sua rotina a impediam de pensar em seus problemas, como contas a pagar, se suas pernas ficavam bonitas naquele short ou se aquela mancha de graxa iria sair de sua camiseta branca, porém estava sugando tudo a sua energia. Tanto que no fim do dia não tinha vontade de tomar o copo de vodka com energético de sempre.

- Eu quero voltar pra casa.
- Só fazem duas semanas que você está ai e já quer voltar?
- Estou com saudade dos meus amigos e de algum sotaque conhecido.
- Acho que você não está aproveitando isso do jeito certo.
- Que jeito certo? Eu acordo às 06h00 e durmo às 21h00 todo dia.
- Exatamente. Porque você não vai a praia?
- Você não disse isso!
- O que? Ir a praia?... Alô?... Você tá ai?... Filha da puta desligou na minha cara. Depois reclama que não tem amigos.


Se aquele lugar era bonito, ela já não sabia dizer. A praia parecia linda da janela do quarto do hotel, mas ela não parou mais que 5 minutos pra observar a paisagem.

Por algum motivo que ela estava sofrendo bastante pra descobrir porque quartos de hotel eram tão mais poético nos filmes. Mas na verdade eles se resumiam em camas com lençóis tão esticados que era capaz de bater um remorso na hora de sentar e amassa-lo, mini geladeiras com bebidas mais caras que uma noite inteira em um bar, toalhas perfeitamente dobradas e tão macias quanto arame farpado, TV a cabo que nunca passa nada, um cheiro peculiar de limpeza recém feita e elevadores que nunca chegam.

Com o seu tempo livre ela escolhia: ler duas páginas de um livro que estava no criado-mudo há dias sem ser tocado ou ouvir uma música quase inteira. Ela sempre optava por ir dormir 4 minutos mais cedo.

O café da manhã era tudo o que conseguia ingerir: um copo quase cheio de suco de laranja.
O almoço variava de acordo com o seu humor: barra de cereal de frutas ou chocolate.
O jantar era quase sempre o mesmo (o que fosse mais rápido e mais fácil de comer): Pizza.

Em uma tentativa frustrada de curtir um pouco a noite do lugar, acabou em um bar lotado, se perdeu do grupo de amigos e acabou com um cara muito chato dando em cima dela a noite inteira. 

Quando finalmente encontrou um do seu grupo, ele já estava bêbado e passando muito mal. O que ela achou bom, pois finalmente tinha algo pra fazer, mesmo que esse algo fosse cuidar do amigo bêbado.
Mas aquela noite só resultou em gente bêbada e ela sóbria e algumas horas de sono mal dormido.

Ela estava deslocada sim, mas de um jeito um tanto bizarro se sentia bem. Estava longe de casa e de tudo que conhecia. Não conhecia aquelas ruas, nem as pessoas. Tinha só um amigo de verdade ali e ele iria embora em 3 dias.
Embora soubesse que sua estadia naquela cidade era curta, contava os dias com fervor. Mas então o que era sensação estranha de saudade que começava a bater?
Ela não gostava dali, não estava perto de suas coisas, nem de seu bar favorito. Estava ali trabalhando e somente por isso.
Mas era tarde demais, agora as coisas faziam sentido. Ela estava sentindo saudade antecipada dos amigos que havia feito no trabalho temporário.

- E tudo que eu mais queria era só ir a praia.
- O que?
- Nada.

Para sua alegria, sem nenhuma aviso aquele dia de trabalho terminou mais cedo. E ela decidiu conhecer um pouco da cidade e por conhecer a cidade, digo que ela foi ao shopping. Passou algumas horas perdidas pelos corredores gastando dinheiro que não tinha.
Na manhã seguinte acordou com o mesmo aperto no coração, mas dessa vez ela sabia o motivo. Mas se recusava a falar que ia sentir saudade dali, então foi trabalhar normalmente.
Como de costume chegou atrasada, mas ninguém se importou. Então foi logo tomar seu lugar.

- Você comprou presente pra todo mundo?
- Claro que não. Só conheço 40% do pessoal.
- E o que te faz pensar que um deles vai gostar de Vanguart? - ele perguntou abrindo um dos embrulhos.
- Provavelmente não vai gostar, mas prefiro dar algo que eu conheço. - ela respondeu tomando o embrulho e tentando fecha-lo de novo.
- Você gosta de algum deles?

- Que pergunta idiota, claro que não. Que pergunta mais idiota.
- Vou encarar isso como um sim.
- Não enche.

E a discussão sobre o que dar de presente pra quem você não conhece muito bem se arrastou por algumas horas do dia.

- Vamos sair pra beber hoje?
- Você paga?
- Por todo e qualquer tipo de álcool que você consumir.
- Credo, que péssimo amigo que eu tenho. Só paga a conta se eu ingerir álcool?
- Claro, assim eu não saio no prejuízo.
- Acho que vou começar a beber só pra te sacanear.
- Será o dinheiro mais bem gasto da minha vida de bebedeira.

- Só não se esqueça que vamos embora amanhã e não podemos perder a hora.
- Pode deixar. Quero tanto quanto você ir embora daqui.




Naquela noite ela se arrumou um pouco diferente como de costume. Colocou um vestido bonito, no melhor estilo anos 50 e uma sapatilha combinando. Não se preocupou em arrumar o cabelo e nem deu muita atenção para a maquiagem.
Já no caminho para o bar, ela recebeu uma sms do seu amigo: "Ele também vai."


- E agora? - Já era tarde demais para voltar para o hotel ou fingir uma dor de cabeça e cancelar a noite.







[Continua...]
Jessy McLovin

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Eastwooding

Me disseram pra não escrever mais pra você, nem tentar te procurar. Mas então o que eu devo fazer em dias como hoje, onde falar com você é a única coisa que desejo?


E aquele papo de que temos que correr atrás do que queremos?
Acho que minhas pernas não são longas o suficiente pra te alcançar.




E se eu disser que fiz uma tatuagem que me lembra você? (Só porque não gosto dos dias em que, naqueles precisos minutos, como quando conversávamos eu sei que você não vai estar lá), você voltaria?
Se eu fizer uma fantasia de Enid, ai sim você volta!
Será?...


Acho que eu sinto mais sua falta do que eu consigo calcular.
Mas por que?
Ah!!! essa é fácil. Por mais que eu finja que não ou diga o contrario, o espaço que você ocupa dentro do meu coração é maior que meu amor por Batman.
Nem me peça pra explicar, porque eu não saberia como.


Roer as unhas ou comprar hqs já não estão cumprindo mais suas devidas funções, me manter distraída.


Enfim, agora é tarde da noite e eu sinto falta de saber que você está perto mesmo estando longe.


Vou continuar esperando o dia do seu retorno. Estarei com um copo de café sem açúcar e meu C3PO no bolso, só pra dar sorte.
A tatuagem continua aqui, o afeto também. Meu cabelo já não é mais o mesmo e o óculos também não. Mas eu ainda tenho a mesma altura e o mesmo nariz.
Ainda gosto das mesmas músicas e quando meu humor está ruim ouço aquela música, daquele filme que você me passou um dia só pra ficar mais feliz. Acho que é um jeito do meu subconsciente dizer que você ainda está ai, mesmo que não pense em mim.


Clint me ensinou a sempre continuar atirando, quem sabe um dia eu te atinjo.






- Jessy

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Just Norah

So take the photographs 
and still frames in your mind  



Sinto falta do seu jeito torto quando queria omitir algum fato ou quando me dava 50 apelidos diferentes por dia e sinto falta de como você ficava bobo quando eu dizia alguma coisa que soasse nerd.


Sinto falta de rir quando você ficava bêbado de café e eu me aproveitava pra perguntar todas as coisas que você normalmente não responderia e sinto falta das suas dicas de filme. Eu sempre dizia que ia assistir mas acabava esquecendo. E quando você me perguntava o que eu tinha achado eu só ficava vermelha e mudava de assunto. 
Sinto falta da sua amizade sem interesse e dos seus desenhos esquisitos que eu sempre gostei. 


Sinto falta de presentes pelo correio e de nós dois fazendo inveja um para o outro com camisetas nerds. Consigo até sentir falta da preocupação que tinha nos dias em que você não estava bem e conversávamos pra você tentar esquecer os problemas.  


Talvez eu sinta falta só de conversar com você e mostrar aquele dvd novo que comprei. Ouvir musicas bonitas e cantarolar no dia seguinte por todas as horas do dia. 
Ouvir a música daquele filme que você me passou um dia e descobrir que ela se tornou uma das minhas favoritas no instante em que apertei o play pela primeira vez e agora não consigo mais ouvi-la porque ela me lembra você. 


Sinto falta da sintonia sem esforço.


Partilhar o amor por aquele diretor lunático que adora sangue e ler livros de autores com um péssimo gosto por bigodes. 
Sinto falta de fazer planos bobos como um dia no parque ou só jogar vídeo game. 
Sabe... eu ainda tenho aquele poster na minha parede, nos dias de sol quando abro a janela a luz logo bate nele. 


Sinto falta de quando você lia minhas palavras, pois agora elas só são rascunhos de conversas que não acontecem mais. 




 - @JessyMcLovin