segunda-feira, 22 de março de 2010

#Edição 28



-Boa noite- disse a Fátima lá na sala.
Nessa noite, prometo que serei breve, nada de estórias confusas e amores dissecados.
Hoje, eu, uma das JJP, venho agradecer pelo “Decepção não mata, engorda” estar no ar ainda, levando sofrimento e alegria aos nosso caros (as) leitores (as). Agradecer também as duas pessoas que me convidaram pra fazer parte do “Decepção não mata, engorda”, que são gurias lindas por fora, por dentro, verticalmente e horizontalmente. Acredito que vocês duas não sabem o quão bem escrever pra esse blog me faz. Ninguém me entende tão bem quanto esse blog.(aha)
E dar os parabéns a nós todas, o “Decepção não mata, engorda” completou 3 meses, com estorinhas/historinhas, palavras lindas, cheias de amor, tristeza e um tiquinho de nós todas.
Mais meses, mais palavras, mais visitas. O “Decepção não mata, engorda”, é nosso lar.

“Quero uma casa sem paredes, assim, todo lugar que eu estiver será minha casa”
(Jonathan Safran Foer- Extremely loud and incredibly close)
p.s. da narradora:

You’re all so beautiful.
PriiiG

quinta-feira, 11 de março de 2010

A princesa fugiu


- eles disseram.

Ela, a loira mais bonita de toda a Brasília, andava pelas noites atrás de alguma aventura. Cansada de tantos afazeres, tantos sorrisos convencionais, ela queria algo novo, só por hoje.

Rímel, sombra preta, batom pink, calça preta nova, camiseta branca, jaqueta e salto alto, uma modelo nada convencional andando pelas ruas escuras de Brasília.

Avistou uma danceteria, sentiu-se a maioral por poder olhar com cara de desdém ao segurança enquanto ele conferia seus 23 anos no rg. Entrou, foi direto ao bar, primeiro shot de tequila. O DJ tocava uma musica que ela nunca ouvid, ela ouviu o barman dizer que era o “som dos caras de sampa, o som do “restos de nada””. Ela achou o nome patético, aliás, ela achava tudo um pouco patético, espelhos, escadas, a sua fuga para uma noite desconhecida em Brasília.

Ela tinha pavor a paulistas, amava os gaúchos e simplesmente não se importava com os cariocas, fumava (muito) e prometia todos os dias que aquele seria o ultimo cigarro fumado escondido no escritório atrás da planta na cozinha, mais depois de quinze minutos lá estava ela fumando mais uma vez e outra vez.

Gostava de cerveja preta, detestava vinho e garotos loiros e com olhos verdes. Ela gostava mesmo era dos garotos normais, os “punks” que na verdade eram filhinhos-de-papai e faziam moicanos espetaculares pra ganhar as menininhas e mostrarem para os pais que eram garotos únicos que mudariam o mundo – e não é que os filhos da puta mudaram mesmo?

Enfim, a música acabou, ela já estava na terceira cerveja preta e olhava pra pista procurando algo novo. Uma nova música, pessoas cantando com as mãos para o ar enquanto dançavam pateticamente na pista. Desistiu e foi ao banheiro.

Sujo, feio e cheio de garotas vestidas como ela, outras princesas fugitivas- ela pensou.

Uma das garotas puxou assunto enquanto ela lavava as mãos na pia suja, seu nome era Cláudia “mais podia chamar de Claudinha”, ela sorriu, seria bom ter uma “amiga” nessa noite.

As duas então começaram a conversar sobre tudo, música e filmes, nada de livros pois as princesas não gostavam de ler.

-Minha vida cabe num copo plástico, Cláudia- a princesa disse.

A amiga riu dela e pensou que era mais uma garota mimada na busca do próprio eu, todos ali eram assim. A cidade na noite tinha essa morbidez, essa anarquia, essa busca por algo que ninguém sabia.

Foram pra pista, dançar como os outros e rir um pouco de si mesmas. A princesa que já tinha perdido a conta de quantas cervejas tinha tomado, avisa a amiga que vai ao banheiro. Cláudia diz que vai esperar a princesa ali na pista mesmo.

A princesa então vai passando pelas pessoas, às vezes pisando nos pés de algumas, lutando contra a própria cegueira do álcool. Ela tropeça pra dentro do banheiro, tudo gira e ela adora a sensação do mundo girando e de não poder sentir seus pés direito.

Acende um cigarro, vai tropeçando entre as pessoas até o bar, pega duas cerveja, uma preta e uma clara pra-sua-nova-amiga-claudinha. No caminho até a pista, a princesa então é empurrada e derruba as cervejas na calça preta nova, fica puta e prepara um “cacete” pra soltar quando vê quem a empurrou, um punk, muito brasiliense com olhos castanhos. O punk, pede desculpa e ela acha isso muito digno vindo de um punk.

Ele se oferece a pagar mais cervejas pra ela, ficam lá no bar mesmo, Cláudia agora dança sozinha na pista, conversam, ela ri como há muito tempo não ria com um garoto.

Eles se beijam, dão uns amassos no canto escuro do bar. Ela encontra Cláudia e avisa que vai embora.

Ela e o punk trocam telefones, ele a acompanha até a casa dela. Não entra. Um beijinho tímido de boa noite e promete que vai ligar pra ela no outro dia. Ele dá alguns passos e volta até a princesa que dá uma gargalhada. Eles se beijam ofegantes e ela tem o insight “nunca mais vamos nos ver mesmo”. Mais ela será uma exceção.

Ele liga, conversa alheia no telefone, risadinhas, saem pra almoçar juntos, ele vai sem o moicano e com roupas normais e a princesa gosta disso.

Passam a se ver todos os dias, de domingo a domingo, mais conversas, mais sorrisos, . E depois vão a algum bar semi-vazio, depois na sinuca, no motel de beira de estrada, na missa, no restaurante, caminhar no parque, assistir tevê um na casa do outro, no cinema, no supermercado, no museu, na praia no Espírito Santo aos fins de semana, em toda e qualquer cama.

Anos depois, a princesa e o punk (que não é mais punk, agora, ele é básico e curte jazz), se casam. Ambos com carreiras profissionais, carros, contas no banco, apartamento que compraram juntos, dois filhos e o carinho mútuo interminável. E a cerveja preta na geladeira.

E quase sempre antes de dormir, sob os lençóis e abraçadinhos, eles se lembram de como se conheceram e falam sobre destino em sincronia, sobre como tudo têm significado e que a vida, pode, sim, ser maravilhosa.

Seria mesmo foda.
A verdade é que a princesa ao tropeçar no cara-punk-de-olhos-castanhos disse “cacete”, o fuzilou com os olhos e saiu andando em direção ao banheiro, xingando “deus e o mundo” por ter caído cerveja na sua calça preta nova. E depois voltou à pista e depois de vinte minutos partiu com Cláudia para uma festinha em um apartamento de uns caras de uma banda nova. E o punk-de-olhos-castanhos continuou lá, com todos seus amigos punks, menosprezando deus e mundo.
É, teria sido mesmo foda.

P.S.
Não tô pra finais felizes hoje. Roubei a cerveja preta da minha mãe que estava na geladeira. Ouvindo “The Story of The Clash. vol 1 nos fones, pela 5ª vez seguida.
Aaah, as noites de verão.
Ame um punk hoje.
You’re all so beautiful.
PriiiG

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

amar é clichê


sofrer é mais clichê ainda.

É impossível- ele disse.
O sinaleiro fecha, os carros param. As pessoas andam, ela coloca as mãos no bolso e caminha; a vida continua.
Eu não quero mais desviar das pessoas, quero me privar de amores e sofrimentos.

Eu só queria saber (mais uma vez, pela última vez) se existia lá no fundo a chance se eu ser idiota mais uma vez e me deixar levar pelos instintos losers que tenho; sim, existia. Lá estava eu, agoniada, esperando a resposta dele, imaginando e ouvindo as piores músicas possíveis- Stevie Wonder estava na lista-, quando me vi escrevendo para o “Decepção não mata, engorda” a coisa mais absurda de todos os tempos, a coisa mais altruísta e desnecessária que já escrevi com meus aninhos o suficiente pra fazer besteira.

Então imaginem, a garota boba sentada em frente ao computador escrevendo freneticamente sobre algo que ela lá no fundo sabia que não iria acontecer. Como sempre, a voz do fundo sempre acerta. Acabei de escrever e antes de postar, resolvi checar a minha caixa de e-mail pela 14818154ª vez em uma hora, e lá estava, a tão aguardada (e temida) resposta.
Sabem o texto que eu ia postar? Foi automaticamente apagado depois de ter lido a resposta. Vocês devem pensar que fiquei decepcionada e corri pra geladeira atrás de vinho e sorvete. Erraram. Dessa vez eu me senti aliviada pra cacete, de um jeito que não me sentia há muito tempo- a última vez foi quando terminei meu namoro duradouro de 2 semanas-, como se tivessem tirado o mundo das minhas costas.

A verdade é que mulher gosta de sofrer, e sofrer tornou-se algo muito clichê nos dias de hoje, “ah estou triste”...”por que?”...” ah o Ricardão não retornou minha ligação”...”poxa, que canalha”. E eu já fui de clichê demais, já estourei minha cota de clichezices por vida.
Por que eu fiquei aliviada? No fundo- e essa é a mais pura verdade-, eu não queria um “sim” dele, eu nunca quero o “sim”. Pra mim só tem graça quando eu estou apaixonada, quando eu falo “sim, eu quero você” e não quando eles me dizem “sim, eu quero você” e caem de amores por essa narradora que vos fala – apesar de ser míope e baixinha, eu arraso corações quando passo em frente a alguma construção-, porque aí fode tudo e eu não vejo mais graça em nada. Eu gosto dos relacionamentos que eu crio na minha cabeça e não aqueles que eu vivencio e, com ele não seria diferente.

Eu sabia que iria cair de amores por ele no começo (mais uma vez) e depois de alguns dias iria querer expulsa-lo da minha vida. Assim, muito fácil. Eu senti que aquilo era apenas uma ilusão, ele preparou o terreno (mais uma vez) para o quase-sim e não me deu, entende? A verdade é que eu me dei conta de que ele também seria um amor clichê, assim como ele fez antes ele iria me fazer sentir que era a salvação da vida dele, que eu iria salva-lo da vida medíocre que ele leva. Mais eu não vou fazer isso, eu não posso.

Eu não quero me enfiar num rótulo com um cara que teve 2 anos ao meu lado e não soube o que fazer, nunca soube aliviar o meu sofrimento com a porra de um “sim”. Por mais que eu tenha acreditado que ele era a tampa da minha panela inox, ele não era, ele é apenas um cara, como qualquer outro que escreverá depoimentos bregas, sentirá uma necessidade ridícula de falar “eu te amo” a cada minuto no messenger, que não saberá o que conversar e o que fazer comigo. Eu me entedio fácil, e me entediei só com a desculpa meia-boca dele para o “é impossível”.
Resumidamente, apaguei esse cara da minha vida pra sempre, não respondi o e-mail e meu orgulho não está ferido. Ele na verdade não era o certo – e é uma pena que eu tenha desperdiçado dois anos da minha vida acreditando que ele era.

É como meu tio-super-sábio-fã-do-morrisey disse ontem pra mim enquanto eu bêbada reclamava disso com ele, eu serei uma pessoa indecisa, rejeitando rótulos até encontrar o cara que não será só um cara, eu não me sentirei bem com um italiano que prefere um amor com clichês e nem com outro cara que não me faça cair de cabeça na relação, aquele que cara que me tirará de cima do muro e me levará para o lado dele, entende? E meu tio disse mais: eu não devo sofrer toda vez por isso e nem devo me culpar por ser assim, essa é a minha autenticidade, é melhor ficar sozinha do que com um cara que eu realmente não me esforce pra gostar.

O cara certo um dia vai chegar e eu mesma vou me obrigar a vestir um rótulo, ele pode ser o skatista do meu condomínio, aquele rapaz que pega ônibus comigo e sempre me olha mais eu nunca o vejo porque o ônibus está cheio e eu sou míope, aquele rapaz que trabalha na pet shop e me vê passar por ali todas as segundas e quartas exatamente às 14h10. O cara certo vai aparecer e ele não virá em forma de e-mail,ele será uma exceção,como aquele filme que todo mundo odeia mais você gosta, como aquela música que você ouve escondido.

A verdade meus caros e caras é que amar é clichê, e sofrer é mais clichê ainda. Então, se for pra amar amem de verdade e se for pra sofrer, não sofra, encha a cara e continue a vida, sem desviar das pessoas, garrafas de vinho e músicas pop.

“O vento vai dizer lento o que virá”, o último romance um dia irá chegar. Tenha paciência e continue a sorrir, todos os sorrisos e mande todos os italianos, japoneses, americanos, brasileiros, pagodeiros, funkeiros, rockeiros, que acabaram com a sua vida praquele lugar que é mais longe que a puta que pariu.

Seja um meio termo, como eu. E enquanto ele não chega, eu continuo atravessando ruas, cambaleando entre estórias e risadas, ouvindo músicas pop e vivendo, porque cazuza já disse que o tempo não para, e eu não sou ninguém pra discordar disso.

E um dia, eu, você e nós todas(os) iremos encontrar nossa única exceção.

p.s. da narradora:
a little bit Nancy and Sid.

ouvindo: kyle andrews_find Love, let go

- PriiiG

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Here's where the story ends

Um texto que escrevi em 18.06.2009
Dizem que é o meu mais bonitinho...
Enjoy it.





16:02 hrs
Dia frio
Uma música toca ao longe
O barulho dos carros e pessoas conversando...
Olhos focados
Poucas palavras
O sorriso acanhado de quem não sabia o que dizer
Momento perfeito
Interrompido pela obrigação
Momento retomado
Mas não com a mesma razão
Ainda assim tudo está tão lindo
O coração continua vazio
A cabeça continua cheia
Os olhos com ainda mais brilho
O peito palpitando
Aquelas almas tão jovens começam a ansiar
A incerteza de um mundo colide com a estranha beleza
A insegurança que não passa
O relógio que não para
Os dias deles chegarão ao fim
Todas as palavras que podiam ser ditas se perderam
Agora tudo se confunde
A mente da jovem dama se dispersa em meio a tantos sonhos
Ela não consegue parar de olhá-lo
Ele conta mil histórias, mas ela não escuta está muito atenta a aquele belo sorriso
Ele está lindo jovem dama,
Elogie!
Fale que gostou do casaco dele e do cabelo desarrumado
O céu está tão limpo
E ela a fantasiar
Ele está ao seu lado sorrindo
Ao menos fale
Deixe que ele saiba
Como é grande seu coração
Como não queria estar em outro lugar senão aquele
Que de todos só ele faz a diferença
Doce dama não deixe que isso se perca
Não o deixe olhar na outra direção
Abrace-o forte
Diga que é apaixonada por ele
Diga que seus dias são vazios
Mas que ele os completa
Faça valer à pena o último momento que ficarão juntos
Que mesmo ele partindo o seu coração
De nada importa
Pegue-o pela mão
Mostre tudo o que escreveu usando ele como inspiração
Toque a música que você sabe que ele gosta
Seu violão está quebrado mas você ainda pode cantar
Jovem dama olhe pela janela
Esse dia está mais belo do que nunca
Já que tens medo de tudo isso
Ao menos escute o que ele está falando
Isso jovem dama pare de devanear(...)






@JessyMcLovin

sábado, 13 de fevereiro de 2010

I'll tell you in another life


when we're both cats.


Acabei de lembrar que vai fazer um ano que fui a um show do Cólera, foi divertido e eu queria que você estivesse lá, seria bem mais divertido, eu até imaginei você lá no show, acho que você estaria bem freneticamente enlouquecido, broto. Eu devo te confessar que com você tudo era mais divertido, até ir para a escola tornava-se um ato agradável, tudo era mais suportável com você ao meu lado.

Eu adorava quando as pessoas te chamavam de “Marcos” e você as interrompia perguntando “Quem é Marcos?”. Eu adorava seu nome, a sua calça jeans preta, seu piercing sem a bolinha, sua risada, quando você ficava vermelho quando eu falava alguma besteira. Do seu jeito escroto pra falar sobre certos assuntos, de todas as nossas conversas incansáveis e sérias no messenger, dos assuntos bobos no Orkut, do seu tom irônico, da sua agendinha azul toda rabiscada por mim, do seu “ironia total agora”, dos seus abraços (raros),do seu gosto musical, das suas coxas sexys, da sua letra feia, das músicas no seu mp3, de quando você ficava com raivinha quando não conseguia resolver algum exercício.

Você faz falta em todos os sentidos; o único que entendia minhas piadas, que amava minha ironia, meus all star, minha parte intelectual e filosófica. E sabe, os meses sem você foram terríveis, claro que não pensei em você todo esse tempo, eu continuei com a minha vida... Mais às vezes você estava ali em alguma conversa, no fundo daquela sala, na carteira vazia ao meu lado, na janelinha do messenger que avisava “Marco. Está online”, nas músicas, em cada garrafa de Heineken que eu consumi nesses meses. E acredita que todos os garotos sabem de você e sabem que eu nunca vou conseguir superar por inteiro o que aconteceu e o que não aconteceu?

Eu fico tão dramática quando o assunto é você, eu sempre quero achar a resposta pra nunca ter coragem de falar com você no messeger, a resposta pra você ter me abandonado ali sozinha, a resposta pra nunca ter acontecido. Nunca chego nessas respostas.

Você acredita que eu ganhei de presente “Vanilla Sky” e troquei por outro filme? Acho que depois de Brilho eterno de uma mente sem lembrança e Donnie Darko, nenhum filme me lembra mais você do Vanilla Sky. Tudo tem esse seu dedo italiano, a música punk, cerveja gelada, filmes alternativos, anarquismo, impropérios, bibliotecas, músicas no mp3.

Eu acredito também que nenhum garoto me entendeu tão bem como você me entendeu, nenhum garoto entendeu realmente o que eu sou e onde quero chegar. Você me descobriu, italiano, descobriu, pesquisou e levou alguns pedaços meus com você.

O mais difícil é saber que era você quem iria me escutar quando eu estivesse puta da vida, você iria me acompanhar quando eu quisesse aprontar, você seria aquele que avisaria que meu rímel borrou enquanto assistíssemos um daqueles dramas beeem deprimentes, você quem iria morrer de rir com meus papos de baixo escalão, quem iria me acompanhar em shows, dividir a conta porque ambos somos brotos sem grana, você pra compreender, você pra fazer rir até chorar.

Você é como um filme, uma pessoa que não existe, um daqueles personagens que me fazem suspirar e querer voar. E eu sei que é você o garoto que sempre irei me lembrar, os outros foram só outros, você foi o meu broto, o meu italiano, o meu garoto coxão, o meu anarquista, o meu irônico, o meu amigo, o mais bonito, simpático, a outra parte do imã que existe (ainda) no meu peito.

E eu posso até soar prepotente aqui mais eu sei que você se lembra de mim e que eu marquei você de alguma forma, nada foi em vão. O beijo que nunca aconteceu, os meus rabiscos na capa dos seus cadernos, o meu estilo que você tanto gostava, minhas filosofias, as palavras bonitas ditas, dos meus abraços (raros), as minhas piadas, minha voz, meu perfume, minhas estórias e ideais que eram (e espero que sejam ainda) iguais aos teus. Nossos dias que viraram memórias, eu tenho certeza absoluta que eu não fui e não serei apenas um capitulo na sua vida, eu serei uma estória.

Eu serei vírgula e você o ponto final. Uma estória muito bacana, perfeita, um casal perfeito- eles diriam.
Somos perfeitos. Somos perfeitos porque nunca existimos, meu querido Marco.


p.s.
e se um dia a gente se encontrar, eu juro não atravessar a rua e te perguntar: “Heineken continua sendo a melhor cerveja do mundo?” e se eu tiver mais coragem eu pergunto porque não somos mais o que éramos.


Stay Beautiful,
PriiiG

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Verão

Quando chega o verão eu sempre tenho a mesma sensação de familiaridade e conforto de um jeito muito nostálgico, de modo que eu me ponho a pensar que o verão costumava a ser minha estação favorita há alguns anos atrás. E aí eu tento ver o motivo.

Eu me lembro da praia, um fundo musical agitado, roupas curtas, rapazes bonitos e minhas amigas e eu nos divertindo.

Era o começo do verão em minha calçada e quando passava o ano novo tínhamos janeiro inteiro na minha casa da praia e era tão bom!

Eram tantas risadas, fotos esquisitas, vídeos estúpidos e tanta felicidade. Felicidade por ser jovem, por ter a mente tão ampla e a cabeça tão oca.

Não tínhamos a necessidade de ser igual a ninguém naquela época do ano, não nos incomodávamos se nossos cabelos estavam lisos o suficiente, se nossas roupas estavam de acordo com nosso estilo e só queríamos passear e passear e passear.

Tomávamos sorvete o dia todo e o sol era um bom pressagio para nossa manhã, às vezes jogávamos algum jogo de tabuleiro e dormíamos tarde, pois ficávamos contando nossas historias por toda madrugada.

Lembro da risada da minha amiga e sua mala sempre desarrumada. Sinto falta do rímel e do brilho labial que usávamos todas as noites quando saíamos para flertar.

E tinham rapazes absolutamente fantásticos a nosso dispor quando quiséssemos e o modo que nos comportávamos com relação a eles era tão natural e com aquele ar de juventude que hoje já não temos, apesar de continuarmos jovens

Mas isso se deve a novidade de ser adolescente, creio eu. Era o inicio da nossa adolescência, aquela fase que você nunca esquece por ser feliz e descomplicada, quando você não é insegura, você pensa que tudo está em suas mãos, que por ser jovem você consegue tudo.

E acho que aí estava o segredo de ser feliz. Por ter essa sensação de que conseguiríamos tudo que quiséssemos nós realmente conseguíamos.

E eu me lembro de certas coisas que espero nunca esquecer e é por isso que estou escrevendo sobre elas.

Eu me lembro de um cara bonito que segurou minha mão em um show lotado na praia e nós nem nos conhecíamos, eu não fazia idéia de qual era o nome dele ou qualquer coisa assim.Eu me lembro do coração que eu fiz na areia com minhas amigas, em uma noite estrelada e em um cara bêbado tentando agarrar uma delas em meio à multidão de turistas. Eu me lembro das saias sumarias e dos estojos de maquiagem de todas nós

Eu continuo lembrando daquele cara sexy do short vermelho e o cara do Rayban que achamos tão charmoso.

E as cantadas? Continuo lembrando!

Lembro de caras passando e mexendo conosco enquanto mandávamos gravar em nossos chaveiros algo e eu escolhi “the doors” para presentear uma amiga. Todos aparentemente gostavam de Doors e aquilo foi mais que um pretexto para um inicio de conversa.Ou perguntas do tipo “ Você quer fanta, gatinha?” e eu rir e em seguida ir embora dizendo que preferia coca cola.

Temos tantas historias do verão, tantas experiências e por esse motivo é que nessa época do ano eu sinto todo esse conforto de lar, como se meu corpo estivesse esperando mais doses daqueles verões. E eu deixo vocês com esse pensamento sobre o verão, curtam ele, porque vocês se lembrarão dele no futuro.

Um bom verão para todos.

Spread Love!
- Tika Ripper

Made of Bricks—Kate Nash ( preferência para Shit song)
Fluorescent Adolescent – Arctic Monkeys

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Tem que ser selado, registrado, carimbado Avaliado, rotulado se quiser voar!



Eu sou a única menina da família e isso acarreta vários deveres esquisitos para com minha mãe e meu pai, desde que eu nasci.

Minha mãe me vestia de rosa e eu tinha muitos conjuntinhos de menininhas da hello kitty, eu ouvia qualquer tipo de música que meus pais quisessem que eu ouvisse e dançava sem nenhum tipo de vergonha na frente de qualquer estranho.

Eu amava ir a praia. Eu sempre queria estar na praia e brigava com minha mãe porque queria ficar vestindo meu maiô amarelo o tempo todo. Sempre gostei de amarelo.

É engraçado de lembrar a infância e pensar que tudo era muito fácil, eu fazia amiguinhos novos a cada passeio, me divertia horrores só por andar em um carrinho de bate bate, e pedia algodão doce toda vez que ouvia aquele cininho na porta de casa, balas de goma, pirulitos, e chocolates era o que fazia de mim sinceramente feliz.

O meu sonho todo ano era ter uma Barbie nova, elas eram tão bonitas, loiras, magras e de olhos azuis enquanto eu sempre fui tão morena de cabelo tão cacheado e tão gordinha. Eu queria ser elas, enquanto eu brincava com elas eu era elas, cortava os cabelos de todas e as vezes a cabeça de uma saía e eu chorava muito. Importante ressaltar que minha mãe sempre estabeleceu regras para meu pai não me dar brinquedos novos a cada semana. Era sempre no dia das crianças, dia do aniversario e dia de natal. E esses eram meus dias preferidos.

Eu costumava ir às lojas de brinquedo e meus olhos brilhavam tanto que minha mãe sempre achava que eu estava com febre. Era a minha diversão, eu, uma menininha sozinha, que não saia a rua, sem crianças da minha idade para brincar comigo, me divertia horrores comigo mesma.

Um dos meus irmãos costumava me infernizar todos os dias e o outro sempre me defendia e mandava me deixarem em paz. Eu gostava disso. Eu gostava de cantar em microfone e sempre queria sair com meu irmão mais velho e com a namorada dele. Às vezes ele se irritava, mas logo em seguida vinha com algum presente e eu logo me esquecia das palavras secas dele.

Minha mãe sempre quis que eu fosse sua bonequinha, só que eu sempre fui tão esquisita que nunca gostei de todo aquele rosa enjoativo e cheguei até o ponto de jogar as roupas fora escondido, também já quebrei espelhos de propósito e nem me lembro disso. Já planejei fugir de casa e arrumava minha mala escondida. Nunca fugi, mas quando minha mãe brigava comigo por alguma besteira que eu estivesse fazendo esse era meu plano secreto.

Eu me agarrava a meu pai tanto que quando ele ia trabalhar eu chorava horrores, e eu gostava tanto do cheiro dele e da minha mãe que só de sentir eu já dormia.

Um segredo: Quando meu irmão mais velho foi embora morar com a namorada no interior de São Paulo eu sofri muito. Até hoje eu penso que ele vai voltar a morar com a gente. Minha mãe costumava me mandar comprar pão na padaria e eu comprava um a mais para ele, mas ele nunca voltou.
Ele liga todo final de semana e vem em casa uma vez ao ano ou duas vezes e nunca é suficiente. Eu odeio me despedir dele porque não importa o que diga eu sempre vou esperar ele voltar para casa.
Sempre.

O ruim de não ser mais criança é que as lembranças daquela época vão se desintegrando, ficando nebulosas. A época mais doce que já tivemos em vida foi embora e você percebe que nunca mais vai ser criança novamente e isso é triste.
Vem a adolescência e você quer ser igual a todo mundo e hoje eu nem sei mais o que eu sou, eu não quero mais ser igual a ninguém, eu sinto que todos buscam ser diferente, um tipo de diferença que nunca vamos encontrar. Por isso que ser criança é tão legal, nós somos o que somos, e na infância tudo parece em ordem, na mais sublime perfeição
E todos aqueles deveres de ser a princesinha pode ser esquisito,mas quando temos pouca idade pode ser bem divertido.

Be happy! Spread Love! Keep it real!

Coldplay - Trouble
Coldplay - Fix you
Coldplay -Yellow

- Tika Ripper 

sábado, 16 de janeiro de 2010

Último romance

O jeito doce de falar, os olhos perdidos e o jeito infantil
Fascinada pelas palavras dele ela sabia que aquilo seria pra sempre.
Algo que não sabia descrever por mais que tentasse,
Fosse a atração ou fosse a paixão
Sabia que estava perdida.
E que apenas segurar sua mão seria suficiente.

Palavras sem intenções ou sorrisos de gentileza
Ela via o amor onde não havia.
E por muito fantasiou o impossível!
O amor maior do mundo que mesmo durando toda eternidade não seria o bastante

O amor que ela havia cultivado em segredo
O que cresceu de uma amizade e morreu em uma tarde de verão
Que nem ao menos chegou a acontecer
Que não teve o toque, nem o dia seguinte
Ele levou dentro de sua mochila cada pedacinho do coração da jovem dama
Indo embora sem uma despedida

No fone de ouvido agora só tocavam músicas tristes
E lembranças ocupavam a maior parte de seu tempo
...Fosse de arrependimento
...Fosse de tristeza
ou as vezes de rancor.


E anos depois ela sabia que ainda não era a mesma
E que mesmo que tentasse
Aquele seria seu último romance.



xoxo
@JessyMcLovin

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

nem tão gigante assim.



Quando as coisas desabam. (mais uma vez)

Existem dias em que as coisas por aqui desabam. Dias em que meu cabelo preto não está bonito, minha conta bancária está em estado de alerta, não falo com meu pai há mais de uma semana, meus livros estão tomados pelo pó, assim como meus cd’s e dvd’s.
Sempre acreditei que todo mundo tem problemas familiares, financeiros e emocionais e dessa forma, nenhum problema deve ser desprezado por mais mínimo que ele seja. Aos olhos de algumas pessoas o meu problema de engolir o motivo da separação dos meus pais pode ser muito infantil mais esse é o meu problema, ele sendo infantil ou não, esse é o meu problema.
Aqui em casa nós sempre mantemos o copo meio cheio, meia alegria, meia tristeza... Mais às vezes, o copo transborda e então a tempestade chega.

Desde que eu me conheço por gente e membro da família Sousa, eu sei que nós todos aqui em casa não expressamos sentimentos e muito menos desabafamos nossos problemas, minha mãe é assim, meus tios, minhas tias e eu também sou assim. Por fora, eu sou a garota de cabelos pretos que sorri sempre mesmo que tudo esteja uma merda, eu não gosto de mostrar minhas fraquezas, tento dar uma de forte mesmo não sendo... Aqui dentro as coisas desabam. Eu tenho plena consciência de que já enfrentei problemas demais pela minha idade e que sinceramente muita gente não agüentaria o que eu vivi.

Eu tenho medo da solidão, de perder a graça, das pessoas me abandonarem e que meus discos não consigam preencher a lacuna da solidão em mim. Eu sei também que todo mundo enfrenta momentos de solidão, momentos de querer juntar todas as suas coisas e fugir da sua vida, de si mesmo... Sabe, não somos tão diferentes uns assim dos outros. Somos semelhantes, peças perdidas nesse mundo, peças que precisam se encontrar e juntar o mundo como no começo de tudo.

Eu não reclamo da vida que eu tenho hoje, eu tenho amigos maravilhosos pessoas que sabem como me fazer sorrir, sabem me telefonar, vir ao meu apartamento sem reclamar, que sabem quando eu estou triste com apenas um recado, pessoas que sabem o que eu sou, que eu não sou uma heroína, nem uma gigante, que eu tenho fraquezas, que eu sou apenas uma garota que ainda exibe as costas sem a tatuagem, os cabelos curtos e pretos, o sorriso estranho, a vontade de beber vinho diariamente, assistir televisão com minha vó e brincar de cabeleireira com a prima. E que sabem que ás vezes eu vou querer ser mimada e egoísta e me permitir ficar sozinha, na minha solidão, imaginando uma solução-sim, como na música da Cachorro Grande.

Às vezes eu tenho vontade de ser como Christopher McCandless, que parte para o Alasca largando tudo o que o sufoca. Mais ai eu penso que eu não quero cometer o mesmo erro que ele, que me isolar não é a solução para tudo, que a vida é como o mar que lhe dá golpes duros, que às vezes tudo estará calmo e do nada surgirá uma onda te derrubando, temos que nadar contra isso, a vida é isso nadar e lutar, porque são nesses momentos que nós nos encontramos. É como o próprio Chris diz: “os únicos presentes do mar são golpes duros e, às vezes, a chance de sentir-se forte. Eu não compreendo muito o mar mas sei que as coisas são assim por aqui. E também sei como é importante na vida não necessariamente ser forte mas sentir-se forte, confrontar-se ao menos uma vez, achar-se ao menos uma vez na mais antiga condição humana, enfrentar a pedra surda e cega a sós sem outra ajuda além das próprias mãos e da cabeça”

A verdade é que não existe solução para todos os problemas do mundo, só existe a esperança. Eu só tenho a esperança de que quando as coisas desabam, de que quando a tempestade chega eu terei forças pra abrir o guarda-chuva e esperar tudo se acalmar.
Eu quero fazer tudo o que eu tenho vontade de fazer, não quero me sentir pressionada, obrigada a fazer algo que não quero. Eu quero sorrir todos os meus sorrisos, sentir a alegria até na raiz dos meus cabelos, deitar no sofá e conversar com a minha vó feliz por saber que aquele momento sempre será meu, beber vinho todas as sextas feiras com a minha tia enquanto rimos, quero me sentir como o menino que finge ser um príncipe que sobe na pedra empunhando uma espada maior do que ele mesmo, sem tremer nem nada. Fazer compras com a minha mãe, ir à outra cidade encontrar duas grandes amigas, assistir o mesmo filme duas vezes, ler o mesmo livro, ver meus amigos e me sentir muito bem por saber que sempre me sentirei bem com eles. Eu quero sentir o copo transbordar às vezes e abrir o guarda-chuva pra mim e pra outra pessoa esperando a tempestade passar. Eu quero me sentir forte, mesmo que eu não seja uma gigante.


P.S. da narradora:
Planos, nada de gigantes.

Ouvindo death cab for cutie_marching bands of Manhattan
stay beautiful,
JJP

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Entre esmaltes descascados e melissas bonitas




Ele gostava de esmalte descascado.

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Esse comentário a deixou completamente chocada, que tipo de homem não gostava de uma mão bem feita, unhas grandes e brilhantes de esmalte.

Aparentemente ele não gostava.

Era difícil olhar para ele, mesmo agora, depois de todo aquele tempo se habituando a ele, ouvir a voz e sentir o cheiro do tabaco misturado ao cheiro da pele dele.

As vezes ela o pegava a olhando. Olhando seus lábios enquanto ela falava, logo quando ele via que ela notava, ele desviava o olhar.

Os únicos elogios da parte dele haviam sido provocações, dizendo que ela era muito ‘arrumadinha’ e os toques eram sempre cutucões, tentativas de ser amigável e ao mesmo tempo engraçado.

As vezes ele tocava o pé dela quando ela estava usando melissas. As vezes ele perguntava quantas melissas ela tinha porque ele achava bonito. Ele achava bonito o pé dela.Ela nunca levou a serio seu elogio porque achava esquisito um homem gostar de seu pé.

Ele sorria de todas as besteiras que ela dizia e gostava quando ela era sarcástica, mesmo quando ela era seca.Gostava também do cabelo cheio de cachos dela

Não gostava de Beatles ou Rolling Stones, mas quando eles estavam ouvindo as musicas no celular dela, ele a respeitava e ouvia sem reclamar.Ele costumava balançar a cabeça como um lunático enquanto escutava MGMT, ou tocava bateria imaginaria sem nenhum pingo de embaraço.

Odiava falar em publico.

As vezes antes de ir embora a puxava e lhe beijava estalado na bochecha.

E algumas vezes a cumprimentava com abraços gostosos.

Então ele disse: “ Não gosto de garotas muito arrumadas e cheias de frescura” ela ficou pensando e de repente um dos poucos elogios da parte dele pareceu a ela uma critica enrustida, que ela jamais havia reparado

“Muito arrumadinha” “não gosto de garotas muito arrumadas”

Ele tentou concertar o que havia dito, dizendo que o all star dela era sujo o que mostrava fibra e caráter, mas ela não acreditou nele, ela percebeu que havia um poço de apatia que a separava dele.

Por mais que ele risse de suas piadas, olhasse para sua boca, tocasse seu pé e gostasse do cabelo dela natural. Aquilo não significava nada.

As vezes ela ficava se perguntando como seria se algum dia eles tivessem alguma coisa, seria tão... Mágico. O presentear com CDs ou livros e dizer a ele que ia querer emprestado depois. Entre os beijos ela poderia esfregar o rosto em sua barba mal feita sem se importar se ficasse com o rosto vermelho. Ela, com certeza, implicaria com ele sobre o cigarro e pediria para ele deixá-la depilar sua sobrancelha e ele lhe diria “Eu sou macho, não depilo nada!” e ela riria e ele riria em seguida.

Ah, ela poderia abraçar ele quando tivesse vontade e poderia finalmente o beijar. Como ela tinha vontade de encostar a boca na boca dele!

E ela poderia dizer que o amava e quem sabe ouvir um “Eu também te amo” em resposta.

Mas ele era tão egoísta com os próprios sentimentos, nunca dando um segundo passo, esperando dela todo sentimento que ele talvez soubesse que ela carregava. O sentimento que transbordava pelo coração dela.

E nada seria diferente, nunca! Não adiantava ela tentar imaginar como seria ter um futuro com ele.

Não havia futuro para os dois.

Existia a voz dele, os livros dele, a voz dela, os livros dela... Existia o roçar de dedos, o toque na nuca, o beijo estalado e os olhares que...Os olhares que eram tímidos o suficiente para nunca passarem de olhares.

O tempo deles acabaria e ela nunca saberia se algum dia ele havia se apaixonado por ela. Que pena.

Eu acho que eles fariam um casal brilhante.

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@TikaRipper


Ouvindo:

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Desejos, desejos

O que sempre esperamos de um ano novo?

Esperamos toda paz, generosidade, esperança e amor e por mais clichê que isso soe é o que eu espero de mim e de todos nesse ano.

Eu quero ir para a minha sala e abraçar um por um porque senti falta deles nesses dias, eu quero assistir todas as aulas, eu quero ler todos os livros, todos os romances de mulherzinha possíveis. Eu quero fazer esse 2010 ser lindo, eu quero que ele seja doce, eu quero associar ele a um perfume e a uma musica.

Eu com certeza quero assistir o sol se pondo com pessoas especiais e espero ainda tomar muito vinho.

Ah, eu quero rir!
Rir até doer a barriga, eu quero rir até que meus olhos transbordem de tanta lágrimas...Lágrimas de felicidade

Eu quero que o calor não se transforme em algo ruim para mim, eu realmente espero usar todas as mini saias e vestidos possíveis, quero andar descalça pelas ruas e queimar os pés no asfalto.
Eu quero conversar com meus pais, meus irmãos, meu sobrinho, meu cachorro.Quero abraçar muitas pessoas quero beijar beijar beijar e demonstrar todo meu afeto.
Dizer “ eu te amo” com mais liberdade e sem tanta vergonha por expor sentimentos e eu quero dançar e eu quero amar...

Quero conhecer novas pessoas. E que elas sejam boas para eu as incluir no meu coração e as apresentar para meus velhos amigos para que nossa historia se construa mais uma vez!
Quero sorvetes, balas de goma, a voz do meu pai, a risada dele, os olhos dele...
Quero o abraço da minha mãe
Quero que o senso de humor do meu irmão não se perca
Quero todos os livros possíveis, e que minha historia esse ano seja tão boa como os livros que eu leio tão desesperadamente.

Eu quero inspiração pra viver, pra escrever, pra dançar e pra sonhar.
Eu quero mais musica, eu quero mais arte.
Eu quero que meus amigos não se esqueçam de mim, eu quero que me mandem sempre mensagens e cartas e sms pelo celular.
Eu quero transbordar de alegria e que nas horas tristes eu sempre me lembre que existe uma luz dentro de cada um.
Eu quero que minha alegria contagie, e que quando eu estiver triste a alegria dos outros ME contagie

Espero que tenhamos todos um feliz ano novo! Esse ano que já começou cheio de pedidos para serem realizados!

Spread Love!
JJP